DIÁLOGO DE PAZ COM FARC ‘AVANÇA DENTRO DO PREVISTO’, AFIRMA GOVERNO

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Publicado sexta-feira, 30 de novembro de 2012 as 07:33, por: cdb

HAVANA, 30 NOV (ANSA) – O governo colombiano avaliou que o diálogo de paz de Havana que cumpriu 11 dias ontem e entrou em um recesso “avançou dentro do previsto”, e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) informaram que “avança na agenda combinada”.
   
No “Comunicado Conjunto Número 6” as duas partes resumiram uma série de medidas tomadas pelos dois lados neste “primeiro ciclo” das negociações que entraram em recesso até o próximo dia 5 de dezembro.
   
O documento destaca que foi convocado conjuntamente um fórum agrário, em Bogotá em dezembro, que permitirá análises de especialistas e organizações políticas sobre o assunto.
   
Também foi anunciado que a partir do dia 7 de dezembro será inaugurada na Internet uma página “da Mesa de Negociações” e um “formato para a participação dos cidadãos e meios físicos” neste diálogo.
   
“Avançamos dentro do previsto” disse à imprensa no Palácio das Convenções de Havana, La Calle, e “destacou a vontade” do governo do presidente colombiano Juan Manuel Santos de “continuar” neste diálogo.
   
Já, em uma conferência de imprensa com vários integrantes das Farc presidida por Márquez, o chefe da representação guerrilheira, disse estar “otimista e esperançoso na paz que passo a passo estamos construindo”.
   
Márquez reconheceu que inclusive com os militares que são parte da delegação governamental Jorge Enrique Mora Rangel, general da reserva e ex-chefe das Forças Militares, e Oscar Naranjo, ex-diretor da polícia, “as relações são amáveis”, e acrescentou que o governo de Santos escolheu “bem” seus negociadores.
   
Porém, a Frac acusaram o governo de manter um “terrorismo de Estado” contra a população pobre e os camponeses colombianos e pediram a participação popular nestas negociações.
   
Já o governo se declarou contrário em “negociar o modelo político” existente na Colômbia, e a guerrilha acredita que, segundo explicou Márquez, sem uma solução para as desigualdades sociais a paz seria “impossível”.(ANSA)