Desaceleração chinesa mexe com mercados acionários

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Publicado terça-feira, 28 de dezembro de 2010 as 14:03, por: cdb
O yuan vale cerca de 1/5 do dólar
O yuan vale cerca de 1/5 do dólar

A China, que passa por um aperto monetário, influenciou o comportamento das bolsas asiáticas, nesta terça-feira. No Japão, o mercado de ações assinalou uma queda, com preocupações de que o desaquecimento chinês esfriará o motor da economia mundial ofuscando dados japoneses que indicaram melhora na demanda. O índice MSCI de bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, que acumula ganho de 13% no ano, subia 0,13% às 7h45 (horário de Brasília).

Mas as ações de Xangai perderam 1,74%, após queda de 2% na véspera, enquanto a bolsa de Tóquio recuou 0,6%. Dados mostraram que a produção industrial do Japão cresceu pela primeira vez em seis meses no mês passado, e uma pesquisa revelou que as empresas manufatureiras esperam aumento da produção nos próximos meses, para satisfazer a demanda asiática.

Apesar de sinais positivos em perspectiva, os investidores –entrando nos volumes fracos de fim de ano– continuaram preocupados com o aperto monetário da China nos
próximos meses. O momento da elevação dos juros chineses, no dia de Natal, surpreendeu, mas a medida em si não foi muito inesperada. Líderes do país já prometiam o combate à inflação como uma prioridade em 2011.

Com o mercado da Austrália fechado por feriado local, os maiores ganhos na Ásia aconteceram na Coreia do Sul. O índice sul-coreano subiu 0,55%, puxado por um
avanço de 1,7% nas ações da Samsung Electronics. A bolsa de Cingapura subiu 0,77% e a de Taiwan perdeu 0,24%. Em Hong Kong, houve queda de 0,93%.

Aumento na produção

A produção industrial do Japão cresceu pela primeira vez em seis meses em novembro e as manufatureiras esperam aumentar a produção nos próximos meses, sugerindo uma demanda firme na Ásia, que ajudará a economia japonesa a se recuperar no início do ano que vem. Mas a valorização persistente do iene manteve as autoridades alertas para riscos à economia exportadora. O ministro das Finanças, Yoshihiko Noda, repetiu seu alerta de que o governo tomará medidas decisivas para conter qualquer apreciação do iene que prejudique o crescimento.

A produção industrial subiu 1% em novembro, em linha com a mediana das previsões e marcando a primeira alta em seis meses, informou o Ministério de
Economia, Comércio e Indústria nesta terça-feira. As manufatureiras japonesas consultadas pelo Ministério preveem que a produção subirá 3,4% em dezembro e 3,7% em janeiro. As companhias aumentaram a produção de automóveis, máquinas e partes eletrônicas, principalmente para exportar à Ásia e ao Oriente Médio.

As fabricantes de automóveis também elevaram a produção para reconstruir estoques, antecipando uma retomada da demanda doméstica no ano que vem. Isso sinaliza
que a produção já pode ter atingido o menor nível, preparando-se para uma retomada após o fim, em setembro, dos subsídios do governo para carros de baixa emissão de
carbono.

Terras raras

Nesta terça-feira, o Ministério do Comércio da China apresentou o primeiro lote de cotas de exportação de terras raras (minérios básicos para as indústrias química e tecnológica) para 2011, distribuindo 14.446 toneladas de cotas a 31 companhias. O volume foi 11,4% menor ante as 16.304 toneladas atribuídas a 22 empresas no primeiro lote em igual período do ano passado.

O ministério informou ter incluído mais companhias produtoras à lista de cotas, enquanto reduziu os volumes destinados às distribuidoras. As cotas de exportação tiveram como base o volume exportado desde o início de 2009 até outubro deste ano, afirmou o ministério em nota.

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