Delcídio atuou de acordo com Lula

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Publicado sexta-feira, 7 de abril de 2006 as 10:20, por: cdb

Linha direta

Ao contrário do que deve ter imaginado seu colega de partido e deputado Jorge Bittar (PT-RJ), que o xingou de “filho da puta”, “canalha” e “Judas”, o presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS), agiu sintonizado com o Planalto. Lula conseguiu o que queria: nem ele, nem o filho foram indiciados. Lavou as mãos para o resto: PT, Dirceu, Gushiken ou Genoino. Aliás, o primeiro na lista de destaques ao relatório que o PT tanto queria votar era um do senador Álvaro Dias (PSDB-PR): pedia o indiciamento de Lula.

 

“Não me deixem só”

O objetivo de Lula era compor em torno a sua candidatura à reeleição uma ampla coligação, incluindo quatro partidos, além do PT e dos aliados tradicionais: PC do B e PSB. Assim o objetivo era contar também com o apoio de PMDB, PTB, PP e PL. Com a crise e a verticalização, Lula deve ficar só com o PC do B. Os outros apoios não serão formalizados, limitando-se à ajuda em alguns estados. E não contarão para aumentar o tempo de TV do candidato.

 

Economia ou promiscuidade?

Lula aproveitou a reinauguração do Alvorada na noite desta quinta-feira para se insinuar aos empresários que pagaram os R$ 18,4 milhões na reforma, dizendo que o Palácio do Planalto também precisa de obras. Num rápido discurso, o presidente afirmou que só ele teve a “coragem” de levar adiante a restauração do Alvorada. Por que isso exigiria coragem, não explicou. Já disse aqui, e repito: não me parece apropriado que reformas na residência oficial do presidente sejam pagas por empresas.

 

Pau puro

O programa de TV do PDT na noite desta quinta-feira antecipou o que será a campanha deste ano: foi pancada em cima de pancada no PT e no governo Lula. Bem feito e com forte apelo popular, o programa deve ter surtido o efeito desejado por seus idealizadores. As orelhas de Dirceu, Genoino, Gushiken e outros menos votados devem estar ardendo até agora.

 

Despreparo da polícia

Um episódio desta quinta-feira em Copacabana demonstrou o enorme despreparo da polícia do Rio. Para prender um assaltante, ela desencadeou um g