Defensoria pública identifica irregularidades no Hospital Geral de Bonsucesso

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Publicado quinta-feira, 1 de setembro de 2011 as 18:14, por: cdb

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro (DPU-RJ) identificou uma série de irregularidades depois de vistoriar hoje (1) o Hospital Geral de Bonsucesso que é federal. Foi acertado que o hospital fará um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

De acordo com o defensor público Daniel Macedo, uma desavença política interna na direção do hospital é a causa do problema.

”Está havendo uma briga interna entre o diretor-geral e a diretora-administrativa Leila Regina de Carvalho. A diretora assina as notas de empenho e as encaminha para o diretor-geral, Flávio Adolpho Silveira. E esse, por sua vez, deve também assinar. Essas notas de empenho são enviadas aos fornecedores para que eles possam entregar os insumos e medicamentos necessários. E essas notas não estão sendo assinadas pelo diretor-geral”, disse o defensor.

Macedo disse que a DPU cobrou explicações à direção do hospital sobre cirurgias de alto risco e exames que possam estar sendo remarcados por causa da lotação nos leitos. ”Há pacientes esperando quase dois anos por uma cirurgia ou um transplante por falta de marcapasso cardíaco e gazes”.

A decisão da criação do TAC foi tomada após a análise da documentação solicitada por ofício sobre as condições de instalação e de atendimento da unidade hospitalar. Segundo o defensor, “caso não sejam cumpridas as exigências do termo, a direção do hospital poderá responder a uma ação civil pública. Ele explicou ainda que o diretor-geral poderá responder por ato de improbidade e com isso, haverá a possibilidade de seu afastamento da função”.

O escritório do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está colaborando e respondendo a todas as solicitações da DPU. E sobre a falta de insumos nas instalações da unidade, a falha foi pontual e não de todo o sistema, e que o problema já foi corrigido.

A presidenta do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Márcia Rosa de Araújo, disse que uma comissão de fiscalização estará na unidade na próxima semana para verificar as condições de atendimento. E que caso sejam vistas as irregularidades, o órgão enviará um relatório técnico com todas as exigências a serem cumpridas à direção da unidade de saúde.
 

Edição: Rivadavia Severo