Decretada prisão de Vilma Martins pelo seqüestro de Roberta

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Publicado sexta-feira, 9 de maio de 2003 as 16:44, por: cdb

O juiz Marcelo Fleury Curado Dias, da 9ª Vara, decretou nesta sexta-feira a prisão da empresária Vilma Martins, 47, desta vez pela acusação de ter seqüestrado e criado como sua filha Roberta Jamilly Martins Borges, 23, segundo o Delegado Antonio Gonçalves do Deic (Delegacia Estadual de Investigações Criminais).

A Justiça já havia decretado prisão preventiva de Vilma no dia 28 de abril pela acusação de ter sequestrado o garoto Pedrinho de uma maternidade de Brasília há 17 anos. Seus advogados entraram com pedido de habeas corpus que foi negado no último dia 6.

Vilma está foragida. Ela teria ficado em uma casa no Parque Amazônia, mas quando os policiais chegaram ao local, encontraram apenas garrafas de uísque e um colchão. A caminhonete de Vilma, uma F-250 branca, placa KDN 9319, também desapareceu.

Os advogados de Vilma, Max Leão e Rosângela Magalhães de Almeida, também não teriam entrado em contato com a polícia.

Acusações

O pedido de prisão em relação ao seqüestro de Pedrinho foi expedido pelo juiz Adegmar José Ferreiro, da 10ª Vara Criminal de Goiânia, acatando denúncia do Ministério Público do Distrito Federal, que concluiu que Vilma foi responsável por levar da maternidade, em janeiro de 1986, o menino Pedro Rosalino Braule Pinto.

Registrado em Goiânia como Osvaldo Borges Martins Jr., o garoto foi criado como filho natural de Vilma e seu marido, Osvaldo Martins Borges, que morreu no final do ano passado. A empresária afirmou que o casal conseguiu a criança com uma gari brasiliense, mas escondeu o fato para evitar a burocracia de uma adoção.

O pedido de prisão preventiva se baseou nos artigos 148 e 242 do Código Penal, que tratam, respectivamente, dos crimes de seqüestro e registro de filho alheio como próprio.

No caso de roberta, um exame de DNA feito pela polícia em fevereiro, sem o consentimento da jovem, comprovou que ela era Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva, filha de Francisca Maria Ribeiro da Silva, 63, que teve a filha sequestrada de uma maternidade em 1979.