Debate sobre reforma da lei de sucessão começa nesta terça-feira

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Publicado terça-feira, 25 de janeiro de 2005 as 06:47, por: cdb

O debate oficial para permitir que mulheres cheguem ao Trono do Crisântemo começou, nesta terça-feira, com a primeira reunião de uma comissão assessora do governo.

Dez especialistas estudarão a reforma da Lei Imperial de sucessão até o próximo outono, quando está previsto que passem suas conclusões ao primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi.

Entre os membros do comitê estão Sadako Ogata, ex-alta comissária das Nações Unidas para os Refugiados, Teijiro Furukawa, o presidente da principal organização patronal do país (Kidanren), e Takeshi Sasaki, reitor da Universidade de Tóquio.

A lei em estudo e eventual reforma, cuja última versão foi redigida em 1947 depois da Segunda Guerra Mundial, estabelece que somente os homens descendentes do imperador podem aspirar ao trono.

O imperador Akihito, de 71 anos, tem assegurada sua sucessão em seu filho mais velho, Naruhito, de 44 anos, mas a linha descendente de homens pára por aí.

O príncipe herdeiro e sua mulher Masako, de 41 anos, só têm uma filha, Aiko, que, no caso de materializar-se a reforma, se tornaria a princesa herdeira e futura imperatriz.

Tanto o governo como a opinião pública japonesa deram amostras de apoio à reforma, que colocaria o Japão na linha de monarquias como a da Suécia, Bélgica e Noruega.

Não estão de acordo, por outro lado, as facções mais duras da direita nacionalista nipônica, fortemente ligadas aos cultos sintoístas e que tradicionalmente veneram o imperador como um Deus.