Daft Punk é principal atração do Tim Festival 2006

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Publicado quinta-feira, 8 de junho de 2006 as 14:26, por: cdb

A dupla francesa Daft Punk, nome expoente da música eletrônica, será atração do Tim Festival, no final de outubro.

A organização do evento ainda não quer confirmar a informação, mas  informações indicam que o contrato entre as partes já foi assinado e estão acertadas as datas das apresentações: 27/10, no Rio de Janeiro, e 29/ 10, em São Paulo.

Como no ano passado, o Tim Festival deve concentrar a maioria de suas atrações no Rio, por todo o último fim de semana de outubro. A estrutura será transferida do Museu de Arte Moderna para outro local. A parte paulistana, menor, ocupará espaço no Anhembi.

Com três álbuns de estúdio e mais de 6 milhões de cópias vendidas no mundo, os franceses Guy-Manuel de Homem-Christo, 32, e Thomas Bangalter, 31, apresentam-se juntos pela primeira vez no Brasil.

Sem o Radiohead – sonho maior da Dueto, produtora do festival, que não virá ao país neste ano – o Daft Punk vai se posicionando como a principal atração do evento.

Música à parte, o Daft Punk tem comportamento bem particular: 1) eles gostam de viver como robôs; 2) eles não gostam muito de excursionar ao vivo.

Neste 2006, além do Tim Festival, o duo deve se apresentar no francês Les Eurockéennes (30/6), no catalão Summer Festival (14/7), no madrilenho Summercase Festival (15/7), no inglês Global Gathering (28/7), no japonês SummerSonic (12/8 e 13/8) e no belga Pukkelpop (19/8).

Bandas pop costumam fazer quase uma centena de shows num ano.
O pontapé foi dado no gigantesco Coachella, que tomou o deserto da Califórnia nos últimos 29 e 30 de abril, quando tocaram ao lado de Madonna, Depeche Mode, Massive Attack, Gnarls Barkley e outros.

Disco, rock…

A importância do Daft Punk para o <i>pop</i> pode ser em parte mensurada por meio de James Murphy, o capo do selo nova-iorquino DFA e líder da banda LCD Soundsystem. Foi quem praticamente iniciou o disco-punk – rock com estrutura melódica semelhante à dance music. Em <i>Losing My Edge</i>, hino/manifesto do gênero, de 2002, ele exclamava:

– Fui o primeiro a tocar Daft Punk para os garotos roqueiros – falava. Não contente, depois deu o título <i>Daft Punk Is Playing at My House</i> para uma das melhores canções do LCD Soundsystem.

Bangalter e Homem-Christo não dão as costas ao rock. Em 2004, remixaram <i>Take me Out</i>, do Franz Ferdinand. Realizaram apenas alguns ajustes, mas jogaram a música ainda mais para as pistas de dança.

Alguns <i>rock kids</i> nova-iorquinos talvez tenham conhecido Daft Punk apenas pelas mãos de James Murphy, mas os franceses estão entre os grandes responsáveis pela explosão da eletrônica nos anos 90.

O primeiro álbum, “Homework”, levou o Daft Punk às rádios pop com singles como “Around the World” e “Da Funk”. A saudável mistura de house, funk, disco e electro repetiu-se em “Discovery” (01).

O título do mais recente álbum, <i>Human After All</i>, é uma brincadeira com o fato de a dupla sempre se apresentar publicamente como robôs, com capacetes e roupas coloridas. O som do Daft Punk, que utiliza bastante vocoder, realça a imagem cibernética do duo.

<b>Cinema e projetos</b>

Além dos discos, o Daft Punk emplacou nos cinemas um fillme animado, <i>Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem</i>, co-produzido com o japonês Leiji Matsumoto. A trilha era toda do álbum <i>Discovery</i>. Bangalter e Homem-Christo também recém-dirigiram o filme <i>Electroma</i>, história de robôs que desejam se transformar em humanos.

Bangalter é dono de alguns hits, como <i>Music Sounds Better with You</i> (sob o nome Stardust, com Alan Braxe) e <i>So Much Love to Give</i> (como Together, com DJ Falcon).