Cruzeiro se complica no Brasileiro

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Publicado quarta-feira, 30 de outubro de 2002 as 23:49, por: cdb

O gol marcado no início do jogo deu esperanças de que a sonhada reação do Cruzeiro no Brasileiro realmente começaria em Curitiba. Mas a alegria celeste durou pouco. O Coritiba venceu, de virada, por 3 x 1, nesta quarta-feira, no Estádio Couto Pereira, e deixou o time mineiro praticamente sem chances de classificação. A briga celeste agora, a cinco jogos do final da primeira fase, passa a ser para não cair.

O Coritiba, por sua vez, se reencontrou com a vitória, após um jejum de seis jogos, chegando a 30 pontos e passando a ocupar a 9ª colocação. O Cruzeiro, por sua vez, não sabe o que é vencer há seis partidas, quando empatou três vezes e perdeu outras três. O time mineiro permaneceu em 19º lugar, com 24 pontos em 20 jogos (40% de aproveitamento).

Teoricamente, caso vença seus cinco últimos compromissos chegará a 39 pontos e poderá ainda sonhar com a vaga às quartas de final da competição. Mas se não cuidar poderá chegar à zona de rebaixamento já na próxima rodada, porque o time está a apenas dois pontos de três equipes que estão ameaçados de queda.

“A gente sai na frente, mas acaba cedendo o empate”. O lamento do zagueiro Cris, capitão do Cruzeiro, resume bem o que está acontecendo com a equipe celeste em muitos dos seus últimos jogos. Foi assim contra Vitória e São Caetano, por exemplo, e a história se repetiu em Curitiba. No Estádio Couto Pereira, a Raposa marcou logo aos 6min, por meio de Fábio Júnior.

O gol do Cruzeiro saiu no momento em que o Coritiba era melhor e pressionava bastante o adversário. Obrigado a vencer, para quebrar um jejum de seis jogos sem vitória – cinco derrotas e um empate -, o Coxa partiu para cima na base da vontade. Tecnicamente, o time deixava a desejar, sentindo a falta de cinco titulares, especialmente o meia Lúcio Flávio, que entrou apenas no final da partida, e o atacante Da Silva.

A vantagem cruzeirense não alterou o panorama da partida. O Coritiba continuou exercendo uma forte marcação no meio-campo e pressionando o time visitante. O jogo foi fraco, com pouca emoção e muitos escorregões, por causa do campo molhado. Sobraram passes errados e chutões e faltaram jogadas articuladas e bem elaboradas nos primeiros 46 minutos.

À medida que o tempo passava, o Cruzeiro recuava e dava campo ao Coxa, que acabou empatando, aos 23min. Por ironia do destino, coube ao atacante Alexandre Fávaro – homônimo do goleiro cruzeirense, que perdeu a posição para Gomes e que entrou como titular – empatar a partida.

Depois do gol do Coritiba, o jogo seguiu em seu ritmo arrastado. Apenas duas jogadas quebraram um pouco a monotonia da partida. Aos 27min, o zagueiro Juninho bateu forte, uma falta, de longe, obrigando Gomes a fazer boa defesa. Aos 38min, o meia Alex, revelado exatamente pelo Coxa, teve ótima chance, ao aparecer livre na área adversária e chutar bem para boa defesa do goleiro Fernando.

O equilíbrio entre os dois times, no primeiro tempo, foi total. Começou no número de gols, passou pelas chances criadas e chegou às faltas: 12 para cada lado. Para tentar desequilibrar a situação, o técnico Wanderley Luxemburgo fez duas mudanças na equipe celeste, na volta para a etapa final. Ele tirou o volante paraguaio Quintana e colocou o meia Jorge Wagner e trocou Lucas pelo também atacante Jussiê.

As alterações no Cruzeiro não mudaram significativamente o cenário da partida. O jogo seguiu equilibrado, com as duas equipes errando muito e finalizando pouco. O trabalho para os goleiros Gomes e Fernando limitou-se a cortar bolas altas cruzadas sobre as duas áreas, na maior parte do segundo tempo.

Mas no final da partida, o Cruzeiro não resistiu à pressão do Coxa, que marcou dois gols. Lima, aos 41min, deu um belo drible no zagueiro Luisão e bateu bem, colocando a bola nas redes. Aos 48min, Reginaldo Araújo, que havia entrada pouco antes, definiu o marcador.

CORITIBA 3 X 1 CRUZEIRO

Coritiba
Fernando, Ceará (Reginaldo Araújo), Pícoli, Juninho e Adriano; Wilians, Roberto Brum, T