Criador de “Dolly” diz que é complicado clonar animais extintos

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Publicado quinta-feira, 3 de julho de 2003 as 01:53, por: cdb

O escocês Ian Wilmut, criador da ovelha “Dolly”, declarou, nesta quinta-feira, em Quito, que seria muito difícil clonar animais extintos, pois para efetuar esse tipo de operação são necessárias células bem preservadas do doador.

Wilmut, que participa no Equador ao lado de outros cientistas de uma conferência sobre ciência médica, disse à EFE que quando se fala de animais extintos, se presume que suas células “não foram preservadas da maneira correta para fazer um clone”.

Além disso, acrescentou, para a clonagem são necessários muitos óvulos de uma mãe receptora que tenha características muito similares, “quase idêntica”, às do animal extinto.

– Para fazer uma clonagem são usados muitos óvulos, não um, mas muitos óvulos numa fase determinada e são executadas uma grande quantidade de técnicas – e experiências, indicou Wilmut.

Também não “há evidência de poder passar de uma espécie a outra – disse, embora comentou que cientistas russos, que descobriram um mamute congelado, estariam experimentando com sua reprodução em matrizes de elefantas, embora não deu mais detalhes.

Wilmut também opinou que a clonagem de animais em perigo de extinção é possível, assim como de animais que tenham morrido a poucos dias antes e que sejam conservadas algumas células vivas.

O escocês fez estas declarações numa conferência para milhares de pessoas, onde sobre as “influências no desenvolvimento de embriões clonados”.