Crédito: expansão acima da desejada pelo BC

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Publicado quarta-feira, 30 de março de 2011 as 11:30, por: cdb

Dados divulgados pelo Banco Central (BC) indicam que o ritmo de expansão do crédito continua acima do percentual desejado pela autoridade monetária: chegou ao nível mais uma vez recorde de 46,5% do PIB  no mês passado, o equivalente a R$ 1,74 trilhão (vejam nota acima).

O BC quer um crescimento do crédito entre 10% e 15% neste ano e o montante de dívidas dos consumidores e empresas cresceu 21% nos 12 meses encerrados em fevereiro. Nas últimas semanas o Banco vem adotando uma série de medidas para esfriar a economia e controlar esta enxurrada de crédito vivida pelo mercado.

Dentre as medidas impostas pelo Banco, destacam-se restrições a financiamentos com prazo superior a 2 anos e a retirada de recursos injetados na economia (boa parte via desonerações) desde o auge da crise financeira iniciada em 2008. Mas, essas medidas, embora tenham provocado juros mais altos e queda nos empréstimos, não tiveram impacto significativo – pelo menos o esperado pela autoridade monetária – sobre o consumo.

Atividade industrial paulista também cresce

Frente aos dados agora divulgados, o BC reduziu de 15% para 13% a previsão de crescimento do crédito para este ano. Com isso, a relação crédito/PIB vai passar dos atuais 46,4% para 48%. Esta redução é para atingir igualmente bancos públicos e privados – a previsão de expansão dos bancos é de 15% para os públicos, 14% para os privados nacionais e 12% para os estrangeiros.

Outro sinal de que a economia teima em crescer é a atividade industrial paulista. ela se manteve em expansão em fevereiro, quando houve também aumento do uso da capacidade do setor, e o humor do empresáriado melhorou ainda mais em março, segundo pesquisas da FIESP.

De acordo com o levantamento, o Indicador de Nível de Atividade (INA) cresceu 2% em fevereiro ante janeiro com ajuste sazonal. Sem ajuste, houve alta de 4,2%. Em relação a fevereiro de 2010, o índice subiu 7,1%.