Crea descarta vazamento de gás seguido de explosão como causa de desabamento no Centro do Rio

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Publicado quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 as 13:02, por: cdb
Desabamento
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, continua no local do desabamento acompanhando o trabalho dos bombeiros

O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-RJ) descartou a possibilidade de o desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro na noite da quarta-feira ter sido provocado por um vazamento de gás seguido de explosão.

Já o prefeito do Rio, Eduardo Paes, que continua no local do desabamento acompanhando o trabalho dos bombeiros, reiterou que a causa do acidente só poderá ser determinada pela perícia que está sendo feita por técnicos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli.

O engenheiro civil, especializado em estrutura, Antônio Eulálio Pedrosa Araújo, que está no local do acidente, disse que o prédio caiu de cima para baixo e que a entidade trabalha com três hipóteses, todas ligadas a problemas na estrutura do edifício de 20 andares, o primeiro que desabou e caiu por cima dos demais – de quatro e nove andares, respectivamente.

Para o especialista, como a região onde estão os prédios é muito próxima do mar e as construções são antigas, pode ter havido corrosão e infiltração na última laje, provocando o desabamento em efeito cascata; a outra hipótese seria a obra de reforma nos 3º e 9º andares do prédio, que poderiam ter levado ao comprometimento das vigas de sustentação.

A última possibilidade, também em função das obras, seria o excesso de peso nos andares devido ao acúmulo de material, como cimento, areia e pisos. Antônio Eulálio enfatizou que a obra que estava sendo feita não tinha autorização do Crea.

Eles (os prédios) foram feitos em uma época em que não havia muita economia de material, se gastava material com estrutura, se fazia bem forte mesmo. Talvez alguma causa externa pode ter provocado este desabamento. Salvo algum engano, que pode ocorrer”, afirmou ele.

– Essas obras devem ter sido feitas por leigos. Isso é considerado pelo Crea como exercício ilegal da profissão. Só que esse exercício é punido como contravenção, quando deveria ser punido como crime. Mas isso tem que mudar no código penal. Não é o Crea que muda isso, desabafou.

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