CPMI ouve três pessoas ligadas a Marconi Perillo

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Publicado quarta-feira, 27 de junho de 2012 as 06:44, por: cdb

Comissão ouvirá pessoas ligadas aos governadores de Goiás que, supostamente, também teriam ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

GastãoA CPMI investiga as ligações de agentes públicos e privados com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira ouve, hoje, três pessoas ligadas ao governador de Goiás, Marconi Perillo: Jayme Eduardo Rincón, Eliane Gonçalves Pinheiro e Luiz Carlos Bordoni.

Jayme Eduardo Rincón: ex-tesoureiro da campanha de Perillo ao governo do estado em 2010, é presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop) e foi citado em ligações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal (PF). Segundo as investigações, foram depositados R$ 600 mil pelo grupo de Cachoeira na conta da empresa Rental Frota Ltda., que tem Jayme como um dos sócios, com 33% de participação. A Rental já confirmou o pagamento, mas diz que se refere à venda de 28 veículos usados. Da primeira vez em que foi convocado, em 30 de maio, Jayme alegou problemas de saúde para não comparecer;

Eliane Gonçalves Pinheiro: ex-chefe de gabinete de Marconi Perillo, ela é acusada de repassar informações sobre operações policiais. Segundo a PF, ela avisou Geraldo Messias, prefeito de Águas Lindas (GO), que agentes fariam uma operação de busca na casa dele numa operação de combate a fraudes contra a Receita Federal em Goiás. Logo que as denúncias vieram à tona, ela pediu exoneração. Da primeira vez que foi convocada, Eliane conseguiu habeas corpus para ter o direito de permanecer em silêncio e também alegou problemas de saúde para não comparecer;

Luiz Carlos Bordoni: o radialista afirmou, em entrevista à imprensa, ter recebido dinheiro da Alberto & Pantoja Construções para prestar serviço à campanha de Marconi Perillo ao governo de Goiás em 2010. Segundo a PF, a Alberto & Pantoja é uma empresa de fachada de Carlinhos Cachoeira para lavar dinheiro da empreiteira Delta Construções S.A. Parte do pagamento, no valor de R$ 45 mil, foi feito em um depósito na conta da filha do radialista, Bruna Bordoni, que já trabalhou no gabinete do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). Também à imprensa, o radialista afirmou que outra parte do pagamento foi feita diretamente por Perillo. O governador goiano negou o fato por meio de nota oficial, informando que “jamais fez pagamentos a quem quer que seja” e que sempre recebeu jornalistas em seu escritório, incluindo Bordoni, mas para conversas sobre temas políticos da época. Agora, Bordoni está sendo processado por Perillo.

A reunião será realizada a partir das 10h15, na Sala 2, da Ala Senador Nilo Coelho, no Senado.

Da Redação/MW