Coréia do Norte pede pacto de não-agressão aos EUA

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Publicado terça-feira, 17 de dezembro de 2002 as 00:16, por: cdb

A Coréia do Norte pediu na segunda-feira para que os Estados Unidos negociem um pacto de não-agressão entre os dois países, dizendo que essa era a única forma de se evitar uma guerra.

A declaração foi uma das mais explícitas até hoje numa série de pedidos do país pobre e com fortes armamentos para os EUA a fim de uma negociação com Washington para a normalização das relações entre as nações.

“A única forma de evitar uma crise catastrófica de uma guerra na península coreana é concluir um tratado de não-agressão entre a Coréia do Norte e os EUA numa data próxima”, disse o jornal oficial do país, “Rodong Sinmun”, numa reportagem que dizia que a península coreana estava na “iminência de guerra”.

As tensões entre os EUA e a Coréia do Norte aumentaram muito nas últimas semanas desde a revelação, no começo de outubro, de que Piongiang havia desenvolvido secretamente um programa de armas nucleares, violando vários tratados internacionais.

Analistas políticos dizem que a afirmação de Piongiang também era, provavelmente, destinada à Coréia do Sul, que está a três dias de uma eleição presidencial que poderia ter um impacto dramático na diplomacia regional.

“Essa não é uma declaração completamente nova dos norte-coreanos – eles têm implorado por algum tempo para que os americanos negociem com eles”, disse um a autoridade sul-coreana sob a condição de anonimato”. E acrescentou: “Mas houve bastante tensão nos últimos dias e eles querem apresentar uma face mais razoável”.

As relações entre os EUA e a Coréia do Sul se tornaram a segunda maior questão internacional, junto com o caso da Coréia do Norte. Nos últimos dias houve grandes manifestações no país contra a presença de 37 mil soldados americanos lá, e em particular por seu envolvimento na morte de duas jovens, em junho, num acidente envolvendo um veículo militar.

O Exército dos EUA disse, na segunda-feira, que um oficial americano ficou levemente ferido num incidente de esfaqueamento, no domingo, no QG americano em Seul.

Os EUA puniram a Coréia do Norte por suas violações no controle de armamentos ao suspender a entrega de óleo combustível para o país, o que havia sido estabelecido numa negociação. Piongiang retaliou, na semana passada, dizendo que reativaria usinas nucleares que haviam sido desativadas por causa do acordo.

Aumentando o medo de uma crise nuclear, Piongiang pediu que os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica removessem câmeras de vídeo utilizadas para monitorar o combustível e seu único reator operável. A vigilância existia para garantir que o plutônio não fosse removido para ser usado numa arma nuclear.

De acordo com notícias de notícias sul-coreanas, a disputa entre os dois principais candidatos na eleição presidencial de quinta-feira está bastante acirrada, e com os altos e baixos diplomáticos dos últimos dias, a questão da Coréia do Norte se tornou um fator importante e imprevisível.

A candidato da situação, Roh Moo Hyun, quer uma ajuda contínua e um compromisso com a Coréia do Norte, de acordo com uma chamada política do raio do sol de seu mentor, o presidente Kim Dae Jung, que por lei não pode concorrer à reeleição.

Apesar de a publicação de pesquisas ser proibida na fase final da campanha, tem sido amplamente divulgado que a margem de vantagem de Roh, que já era pequena, diminuiu ainda mais com a percepção da beligerância norte-coreana.

Em campanha na segunda-feira, o candidato pareceu lutar contra as acusações de que sua abordagem em relação ao norte era ingênua. “Enquanto nos aproximamos do final, essa é uma eleição que pode decidir entre a paz ou a guerra”, disse Roh num pronunciamento próximo ao distrito financeiro de Seul.

“Se o diálogo for calado’, acrescentou”, quem irá interceder, e como, numa crise nuclear como a de 1994?”.

De sua parte, o principal opositor de Roh, Lee Hoi Chang, do conservador Partido Grand Nacioal, procurou acabar com as preocupações de que sua abordagem em r