Copa das Confederações é um laboratório, diz Parreira

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Publicado terça-feira, 27 de maio de 2003 as 22:55, por: cdb

A Copa das Confederações será usada pelo técnico Carlos Alberto Parreira como um “laboratório” para as eliminatórias da Copa do Mundo de 2006 e, ao mesmo tempo, servirá para aumentar a competitividade na seleção brasileira.

– Em função das dificuldades, essa competição serve de campo fértil de observações, um laboratório para definir o grupo das eliminatórias – disse Parreira na terça-feira, após convocar 11 jogadores que atuam no exterior para a Copa das Confederações, de 18 a 29 de junho, na França.

O treinador brasileiro acrescentou que tem agora a oportunidade de fazer testes na seleção, já que depois do torneio na França a equipe brasileira só terá compromissos com as eliminatórias, que começam em setembro.

– Queremos criar uma competitividade real, sadia na seleção. E até criar novas opções para o futuro porque as eliminatórias serão longas, dois anos e meio. Não posso afirmar que o time que começar a competição será o que vai terminar – disse ele.

O amistoso da seleção contra a Nigéria, dia 11 de junho, foi uma estratégia para contar com os jogadores antes da Copa das Confederações e formar uma equipe visando a competição.

– Seria perigoso começar a Copa das Confederações sem ver como o time iria render. O Brasil é uma das maiores forças do futebol mundial e toda vez que entramos em campo é para que a seleção jogue bem e seja campeã.

CLUBES POUPADOS

Parreira vai convocar no máximo dois jogadores por clube na próxima terça-feira, quando ele completa a lista com os atletas que jogam no Brasil.

Ele deve poupar ainda os jogadores dos clubes que estiverem na semifinal da Copa Libertadores. Santos e Grêmio jogam esta semana a partida de volta das quartas-de-final.

– Não pensamos em convocar (atletas de times na Libertadores), mas vamos ver o interesse da seleção, que está sempre à frente – declarou o técnico.

Se o Santos não se classificar, Diego e Robinho têm destino incerto. Parreira não quis antecipar que eles serão convocados para a Copa das Confederações ou para a Copa Ouro, nos Estados Unidos, onde a seleção será representada pelo time olímpico (com atletas com até 23 anos).

– Esse é um assunto que não queremos antecipar, porque estamos analisando. A equipe da Copa Ouro tem que ser forte e significativa – disse Parreira.

– O Brasil tem que estar com o olho grande na Copa Ouro. Nunca vencemos as Olimpíadas. Dali sai a base do grupo que pode lutar pela conquista da medalha que falta ao Brasil – comentou o coordenador técnico Zagallo.

Segundo Parreira, a decisão de não chamar os medalhões Rivaldo, Ronaldo, Roberto Carlos e Gilberto Silva foi da comissão técnica e não dos jogadores.

– Nenhum jogador pediu para ficar de fora, foi uma decisão nossa…Queremos que eles voltem com as energias recuperadas para o evento maior, que são as eliminatórias.

As principais novidades da lista de Parreira são o volante Eduardo Costa, do Bordeaux, e Fábio Aurélio, lateral que também é aproveitado no meio-campo do Valencia.

– Não vou explicar nenhum nome individualmente… São todos conhecidos, que já passaram pela seleção. O Eduardo Costa jogou as eliminatórias e o Fábio Aurélio jogou as Olimpíadas (de Sydney) – disse o técnico, que pretende usar o ex-jogador do São Paulo na lateral-esquerda.