Contraf-CUT questiona decisão que interrompeu ciclo de queda da Selic

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Publicado sexta-feira, 30 de novembro de 2012 as 10:15, por: cdb

(1’24” / 327 Kb) – A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) fez críticas à posição do governo ao manter a taxa básica de juros – Selic – em 7,25% ao ano. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), anunciada na última quarta-feira (28), interrompeu uma série de reduções consecutivas iniciada em agosto de 2011.

Apesar dos cortes anteriores, os bancos continuam com juros e spreads (diferença entre o que os bancos pagam na captação de recursos e o que eles cobram ao conceder um empréstimo) entre os mais altos do mundo. Segundo a Contraf-CUT, isso impede que a redução beneficie de fato pessoas físicas e jurídicas.

O presidente da instituição, Carlos Cordeiro, explica que a manutenção dos juros altos “inviabiliza o aumento da oferta de crédito, indispensável para fomentar o crescimento econômico do país”. Ele destaca que “sobretudo os bancos privados continuam ganhando muito e emprestando pouco”.

Os seis maiores bancos no país (BB, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC) apresentaram lucro líquido somado de R$ 25,2 bilhões no primeiro semestre de 2012.

Apesar dos resultados financeiros, os bancários denunciam frequentemente as péssimas condições oferecidas no local de trabalho. Remuneração incompatível com as funções, metas abusivas, alta rotatividade e assédio moral são as principais queixas.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

30/11/12

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