Confrontos na Somália matam 18 pessoas

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 30 de maio de 2003 as 16:10, por: cdb

Dezoito pessoas morreram nesta sexta-feira, em confrontos entre facções rivais que lutam pelo controle da cidade de Ragheh-Elleh, a 90 quilômetros de Mogadíscio, segundo informações procedentes da capital da Somália.

Emissoras de rádio em Nairóbi, que citaram testemunhas que estavam no local, informaram que mais de cem homens armados atacaram a cidade, mas que apenas um dos mortos é combatente. O resto é de civis atingidos em meio ao fogo cruzado.

Os combatentes são milicianos do clã Marehan, do antigo ditador somali Siad Barré, e da facção rival Dir, que já haviam entrado em combate no último dia 22, em uma localidade ao noroeste de Mogadíscio, onde pelo menos 20 pessoas morreram, segundo as emissoras.

Desde 15 de outubro passado, uma Conferência de Reconciliação Nacional para a Somália reúne no Quênia os principais “senhores da guerra” somalis, além de políticos, intelectuais, religiosos e membros da sociedade civil, numa tentativa de elaborar uma Constituição e um governo que dê estabilidade ao país.

Naquela primeira reunião, os adversários assinaram um cessar-fogo, que desde então foi violado por confrontos esporádicos.

Da terceira fase das negociações, ainda resta pendente a eleição de um Parlamento e de um presidente interino.

Desde o queda de Barré, em 1991, a Somália vive mergulhada no caos e regida pela lei do mais forte, imposta pelos chamados “senhores da guerra”, que dividiram o território em partes controladas por suas milícias.

Em agosto de 2000, após uma conferência de paz promovida pelo Djibuti, foi instaurado o Governo de Transição Nacional (GTN), que até agora conseguiu controlar apenas uma parte da capital e não foi reconhecido pelos caciques tribais, que continuam com os combates.