Condenação de ex-militares argentinos é confirmada pelo Tribunal

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Publicado segunda-feira, 17 de março de 2003 as 17:42, por: cdb

O Tribunal de apelação de Roma confirmou nesta segunda-feira, as condenações de prisão de sete ex-militares argentinos julgados por rebeldia, impostas em dezembro de 2000 por sua responsabilidade no desaparecimento de cidadãos italianos durante o período da ditadura militar argentina (1976-83).

O juiz Elio Quiligotti, acolhendo a causa do procurador Alberto Cozzella, confirmou nesta segunda-feira as penas de prisão perpétua para os ex-generais Guillermo Suárez Masón e Santiago Omar Riveros e de 24 anos de prisão para cinco suboficiais.

O principal acusado no processo, Suárez Mason, comandante da I Região Militar – que incluía a área de Buenos Aires – foi declarado culpado pelo assassinato de cinco cidadãos de origem italiana e pelo seqüestro de um bebê.

O ex-general Santiago Omar Riveros, comandante da IV Região Militar, foi condenado pela morte de um sindicalista e de seu cunhado, imigrantes italianos originários da Sardenha.

Os outros condenados são o ex-chefe da Prefeitura Naval do Tigre Juan Carlos Gerardi e os quatro suboficiais do mesmo departamento militar, Alejandro Puertas, Julio Roberto Rossini, Omar Héctor Maldonado e José Luis Porchetto.

Os acusados também foram condenados a pagar as despesas judiciais do processo, que ultrapassam 44.000 euros.

A sentença condenatória, confirmada nesta segunda-feira, foi anunciada no dia 6 de dezembro de 2000.