Computador popular será lançado ainda esse ano

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Publicado sexta-feira, 31 de agosto de 2001 as 20:53, por: cdb

O governo trabalha na definição dos últimos detalhes das linhas de financiamento que darão suporte ao lançamento do computador popular. Segundo o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, o produto deve chegar ao mercado ainda esse ano. O projeto, que integra o conjunto de ações do governo federal no sentido de reduzir a exclusão social, tem como objetivo oferecer à população de baixa renda um microcomputador de relativo baixo preço.

A máquina deve custar entre US$ 300 e US$ 350 e será financiada em prestações máximas de R$ 30, explicou o ministro. Segundo ele, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará as empresas interessadas em produzir o equipamento e a Caixa Econômica Federal financiará o consumidor final. “Esperamos que outros bancos se interessem pelo projeto”, disse.

Pimenta da Veiga afirmou que já foi procurado por uma operadora de telecomunicações interessada em adquirir entre 3 milhões e 4 milhões de microcomputadores para posterior revenda a seus assinantes. Para o computador popular, a escolha do governo recaiu sobre uma plataforma aberta, mediante utilização do software Linux.

Pimenta informou que o modelo da máquina, desenvolvido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), estará aberto na Internet a quem se interessar em produzi-lo. O ministro destacou a necessidade de não confundir a plataforma aberta do computador popular com a escolha do programa Windows, da Microsoft, para o projeto de instalação de microcomputadores nas escolas públicas de ensino médio, batizado de Telecomunidade.

O ministro ponderou que a escolha do Windows atendeu ao pedido das secretarias de educação de todo o País, que, através de consulta, apontaram o programa da Microsoft como o mais compatível com o que já é utilizado pela rede estadual de ensino.

“Não podíamos impor algo contrário à vontade deles, mediante o risco desses micros não serem utilizados por incompatibilidade”, disse.