Como fica o voto se a proposta passar

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Publicado quarta-feira, 30 de março de 2011 as 08:36, por: cdb

Se a proposta de voto em lista fechada aprovada pela Comissão do Senado de Reforma Política for aprovada pelo Congresso, os eleitores passam a votar nos partidos políticos, e não mais nos candidatos. Cada partido elabora uma lista com os seus indicados para ocupar as vagas obtidas nas eleições proporcionais de deputado federal, estadual e vereador.

A comissão manteve o atual sistema proporcional ao derrotar a adoção do voto distrital – que prevê a divisão do país por distritos eleitorais para a eleição parlamentar e a instauração do distritão, sistema pelo qual estariam automaticamente eleitos os mais votados das listas nos Estados.

Pelo novo sistema, o número de eleitos depende da quantidade de votos recebidos por cada legenda no pleito e não mais do complicado sistema de quociente eleitoral pelo qual os chamados puxadores de voto, ainda que nada tenham a ver com os partidos ou com a política, elegem bancadas inteiras.

Listas terão vagas para minorias

“Vamos levar e defender essa proposta no plenário. A nossa expectativa é fazer um trabalho de convencimento porque (o voto em lista) fortalece os partidos, e é um voto partidário”, justifica o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

Na votação na Comissão, ontem,  o PSDB se absteve na votação, depois de defender e ser derrotado em sua proposta de instituição do voto distrital com listas fechadas. Não procedem os argumentos dos adversários do voto em lista, de que o sistema pode favorecer candidatos com maior trânsito nos partidos, ou com maior influência política.

“A ideia é que o ordenamento da lista seja feito por lei, com a garantia da ocupação das vagas por minorias, mulheres e outras”, exemplificou o senador Humberto Costa (leiam, também, o post acima sobre a reforma política).