Comércio eletrônico desconhece a crise e continua crescendo no Brasil

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Publicado sexta-feira, 21 de setembro de 2001 as 15:33, por: cdb

O Brasil vive uma de suas melhores fases no segmento de comércio eletrônico. Apesar da crise econômica mundial, que se intensificou após os ataques terroristas aos Estados Unidos, as empresas instaladas no País estão buscando cada vez mais a automatização em seus negócios. A constatação foi feita por executivos de grandes empresas durante o seminário Mercado B2b.com.br – Negócios entre Empresas via Internet, realizado quinta-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e promovido pela Associação Brasileira do Mercado de Capitais (Abamec).

A previsão de movimentação do mercado B2B no Brasil, nos próximos quatro anos, é de US$ 80,9 bilhões. No mercado brasileiro, cerca de 70% das empresas alegam que pretendem investir neste segmento. Entre os setores que já lideram o comércio B2B, estão o automobilístico, químico, siderúrgico, aviação e papel e celulose.

Um dos exemplos de que este segmento está atravessando um bom momento foi a recente criação do marketplace da Springer, que atua no ramo de ar-condicionado, informou o gerente de e-commerce da Microsoft, Juliano Tubino. “Mesmo com toda a crise energética brasileira e ameaça de apagão, e também com toda a conjuntura econômica nacional e mundial, a empresa resolveu investir no segmento online, criando um marketplace e apostando no aumento das vendas de seu produto no verão”, disse.

Crescimento

De acordo com os dados apresentados no seminário, o mercado de comércio eletrônico entre empresas (B2B) no Brasil cresce a taxas superiores (em termos porcentuais e não de volume) a de muitos países desenvolvidos, inclusive os Estados Unidos. “No Brasil, este segmento vem crescendo cerca de 66% ao ano e movimentou no ano passado cerca de US$ 1,7 bilhão”, informou Andrea Praça, da Centralização dos Serviços dos Bancos (Serasa).

A Serasa está oferecendo ao mercado B2B um banco de informações positivas e negativas, além de várias análises, infra-estrutura tecnológica e também certificações e autenticações digitais. “Atuamos como autenticadores para emitir este tipo de certificado para as transações eletrônicas. Além disso, fomos os primeiros a emitir certificados aos bancos que irão atuar no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB)”, disse Andrea.

Outra empresa que vem apostando firme neste segmento é a Embratel. Além de ser uma das maiores operadoras de telefonia do País, a empresa tem apostado na internet e, principalmente, nos negócios virtuais entre empresas, garantiu o gerente de produto Peter Koch.