Combate às drogas deve se basear em repressão e tratamento, defende Cardozo

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Publicado terça-feira, 22 de março de 2011 as 08:05, por: cdb
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O Ministério da Justiça divulgará uma pesquisa sobre o uso de drogas no país

O Ministério da Justiça divulgará uma pesquisa sobre o uso de drogas no país, com o foco no crack. Preocupado com os dados preliminares que indicam o agravamento da situação, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou  que será intensificada a segurança nas regiões fronteiriças. – Também será ampliada a política pública baseada nos pilares da repressão, tratamento clínico e reinserção social, disse Cardozo.

Para o ministro, é fundamental acabar com a sensação de impunidade que ainda prevalece no país. Cardozo afirmou que essa mudança de postura está diretamente vinculada a uma ação conjunta entre a União e os estados. Ele disse manter conversas regulares com vários governadores, inclusive o de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), que é de um partido que faz oposição ao governo federal.

– Independentemente de termos um partido diferente  do governador Teotonio, de Alagoas, a orientação da presidenta Dilma Rousseff é trabalhar em conjunto, afirmou Cardozo, em entrevista a 11 rádios regionais no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços.

Em seguida, depois do programa, o ministro acrescentou que é preciso vencer a ideia de que o combate às drogas se baseia em apenas um aspecto. Ele acrescentou ainda que é necessário superar a ideia de que haja uma antítese nas políticas de repressão, prevenção e tratamento. Tudo isso é uma política global.

– A política de enfrentamento do crack passa por todos esses aspectos, a política de asfixiamento das organizações criminosas, o controle de fronteiras e a integração com os estados, ao mesmo tempo em que capacitamos profissionais e fazemos campanhas de esclarecimentos, acrescentou.

Para Cardozo, muitas pessoas ainda acreditam que o dependente químico é aquele que não tem condições de viver em sociedade. – Às vezes, existe a visão de que não há mais o que fazer com o drogado. Mas nós temos condições de tratar esta pessoa, que deve ser tratada sob o ponto de vista clínico e social, para ser reinserida na sociedade, disse ele.