Combate ao crime dentro da Polícia é prioridade para acabar o perigo no Rio

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Publicado segunda-feira, 10 de março de 2003 as 15:03, por: cdb

Uma das frentes de combate ao crime, aberta pelo governo do Rio, tem como objetivo sanear as polícias do Estado. De acordo com as autoridades fluminenses, a corrupção nas corporações é um dos grandes entraves na luta contra a violência.

O plano federal para a reestruturação da segurança pública no Rio pretende, entre outras medidas, o afastamento dos policiais suspeitos ainda durante a fase de investigação e a inclusão de não-policiais como corregedores (que investigam e dão pareceres nos processos administrativos).

A dificuldade em demitir servidores corruptos é grande. Em dois meses, a Corregedoria Geral Unificada abriu 130 investigações de policiais suspeitos de corrupção.

Outros 700 processos administrativos ainda estão abertos desde 2000, quando foi criada a corregedoria que abrange as polícias Civil, Militar e o Corpo de Bombeiros. Desses 700, apenas 11 processos foram concluídos e pedem a demissão dos policiais.

Durante o governo Anthony Garotinho (1999-2002), cerca de mil policiais e agentes penitenciários que foram afastados ganharam na Justiça a reintegração às funções. Eles se basearam no Estatuto Federal do Servidor Público, que prevê demissão depois da conclusão dos processos administrativos.

O governo estadual busca uma saída constitucional para permitir o afastamento antes da conclusão das investigações.

A governadora Rosinha Matheus vem aumentando os poderes da Corregedoria, que deverá ganhar status de secretaria em breve e passar a responder também pelos casos de corrupção de agentes penitenciários do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe) e do Departamento de Ações Sócio-Educativas (Degase), responsável por menores infratores.