Comandante da PM quer utilizar armamentos apreendidos com criminosos

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Publicado sexta-feira, 9 de março de 2007 as 10:19, por: cdb

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Ubiratan Ângelo, disse que está na hora de rever a legislação que impede o uso das armas e munições apreendidas em operações contra os criminosos. Para ele, o armamento apreendido legalmente e em condição para o emprego policial deveria retornar para a polícia.

– Quinze mil cartuchos vão ser destruídos e poderiam compor o arsenal das polícias, em vez de se investir novamente para comprar. Gastamos para alcançar o paiol, gastamos para fazer as prisões, vamos gastar agora para destruir e vamos gastar depois para comprar nova munição.

Acho que é momento de repensar numa revisão legal para permitir que o armamento e munição possam compor o arsenal da polícia – afirmou.

O militar, entretanto, reafirmou que as polícias do Estado têm mais munição que o crime organizado e que os batalhões estão abastecidos suficiente e adequadamente para o necessário enfrentamento.

O Ubiratan defendeu ainda que as armas e munições apreendidas legalmente possam ser utilizadas pelas polícias. Com a apreensão de 15 mil cartuchos no Complexo do Alemão, o coronel disse que o policial militar não vai se deixar abater com o possível armamento do crime.

Segundo ele, o policial conhece essa realidade e está motivado para prender os criminosos. – A população fluminense pode ficar tranqüila, pois os nossos policiais sabem disso. Toda vez que se faz necessário emprego da arma de fogo, o efetivo tem munição suficiente para atirar. Os batalhões têm as suas reservas de armamento, estão abastecidos adequadamente. Até porque não podemos estocar cem mil cartuchos num batalhão – argumentou.

O comandante lamentou as ações violentas e os tiroteios provocados pelos criminosos, possibilitando a ocorrência de vítimas inocentes ou dos próprios policiais. No entanto, confirmou que cada vez mais a polícia está preparada para agir pontualmente na prisão daqueles que colocam em risco a população.