Comandante da PM nega onda de violência contra PMs no RJ

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 16 de março de 2007 as 17:50, por: cdb

O comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Ubiratan Ângelo, negou que haja uma onda de violência contra PMs no Rio. O coronel disse ainda que há “indícios não confirmados” de que o sargento Jorge Ulisses Vieitas Fernandes, do 5º BPM (Saúde), assassinado, quando estava à paisana, na Penha, no subúrbio do Rio, na noite desta quarta-feira, estaria ligado a milícias.

Na reunião para discutir as mortes dos 12 policiais militares desde o dia 8, o comandante da PM anunciou medidas a serem adotadas para combater os crimes, mas negou que haja conexão entre cada ato.

– Nosso sistema de inteligência não detectou qualquer relação com uma suposta onda de ataques contra PMs -, informou o coronel.

Sobre o soldade Jorge Ulisses, a suspeita é reforçada porque o crime aconteceu próximo a favela Kelson’s, na Vila da Penha, no subúrbio, que é dominada por milícias.

O comentário foi feito depois da reunião de emergência entre os comandantes dos batalhões da Polícia Militar da Região Metropolitana do Rio de Janeiro na Academia Dom João VI da Polícia Militar, em Sulacap, Zona Oeste do Rio.

Entre as medidas adotadas estão: refletir sobre o planejamento das operações policiais; reforço na supervisão e controle dos policiais; e criação de grupos de estudo para analisar as vítimas das ocorrências policiais.

O grupo de estudos vai contar com policiais do curso superior da Polícia Militar, curso de aperfeiçoamento de oficiais e do curso de formação de sargentos. Os trabalhos se iniciarão nas próximas duas semanas, analisando mortes de policiais militares e civis nas ocorrências policiais.