Colômbia pretende dobrar guerrilha e paramilitares em 1 ano e meio

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Publicado segunda-feira, 30 de junho de 2003 as 17:35, por: cdb

O Governo colombiano pretende dobrar em um ano e meio a guerrilha e os paramilitares com seu plano de segurança para obrigá-los a dialogar, declarou a ministra de Defesa, Marta Lucía Ramírez, em uma entrevista publicada nesta segunda-feira.

A funcionária, em declarações ao jornal El Tiempo, se referiu à Política de Defesa e Segurança Democrática apresentada no domingo pelo presidente Álvaro Uribe, que, segundo ela, será a “carta de navegação” para a recuperação do controle estatal do território no restante de seu mandato (2002-2006).

– Não estou trabalhando para entregar ao país 25 mil guerrilheiros e 20 mil autodefesas (paramilitares) mortos ou capturados. Trabalho para que a estrutura dessas organizações fique tão débil que, daqui a um ano e meio, elas não tenham outra opção a não ser negociar com o Governo – expressou.

A ministra pediu a colaboração de todos os setores do Estado e dos cidadãos para evitar o fracasso e disse que o plano de segurança é “um documento de política que não existia há 13 anos”.

– Reconhecemos que parte fundamental dos problemas de insegurança se referem à ausência do Estado em muitas regiões do território – afirmou Ramírez. Segundo ela, nestes locais as operações dos guerrilheiros e dos paramilitares de direita se multiplicaram.

Ramírez considerou que a política pode ser um sucesso “se o Estado tiver ajuda. Se os soldados e policiais forem deixados sozinhos, não vai dar certo”.

Ela disse que o Governo considera possível o controle do território caso o contigente das Forças Militares aumente. A ministra informou que resta apenas incorporar aos efetivos militares parte dos 50 mil novos soldados e policiais, o que deve acontecer em setembro.