Colisão de trens em Roma deixa dois mortos e mais de 50 feridos

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Publicado terça-feira, 17 de outubro de 2006 as 09:58, por: cdb

Um trem do Metrô de Roma atingiu a traseira de uma outra composição, na manhã desta terça-feira, matando ao menos duas pessoas e ferindo até 50 outras, várias delas gravemente. A colisão ocorreu na estação Piazza Vittorio Emanuele II, no centro da capital italiana. A praça foi isolada por policiais e bombeiros. O Corpo de Bombeiros informou que duas pessoas foram retiradas do local mortas e que alguns passageiros ainda estão presos sob ferragens.

– Estamos trabalhando para retirar pessoas ainda presas nas ferragens, nosso objetivo no momento é salvar vidas – disse à agência inglesa de notícias Reuters o bombeiro Luca Cari.

Os trens viajavam em baixa velocidade quando colidiram, uma estação antes do principal terminal de trem da capital italiana, a estação Termini.

Uma das vítimas fatais teria sido uma mulher que tinha por volta de 30 anos e a outra, o motorista do segundo trem. Cerca de 250 pessoas foram socorridas no local e 35 estão gravemente feridas. A estação ficou às escuras, coberta por poeira e fumaça, o que dificultou os trabalhos de resgate, segundo o correspondente da BBC Christian Fraser. O teto da estação também desabou em cima dos dois trens.

Tragédia

A batida ocorreu por volta das 9h30 (4h30, no horário de Brasília). Um trem parou na plataforma da estação para deixar os passageiros saírem quando o segundo trem colidiu em sua traseira.

– Eu vi o trem na frente e parecia chegar mais e mais perto de nós e nada acontecia. Eu percebi que iria haver um impacto, assim eu andei mais para a frente do trem e o vi vindo em minha direção. Foi um impacto muito forte – disse o advogado Fabbiano De Santis à televisão italiana.

A televisão italiana mostrou imagens de vítimas sendo carregadas em macas enquanto outros passageiros saíam da estação atordoados. Vários estavam sujos de sangue.

– Nós vimos pessoas correndo para fora da entrada da estação de metrô. Elas pareciam chocadas, desorientadas, elas se ajudavam. A polícia, ambulânicas – todo mundo estava no local em 10 minutos e eles imediatamente isolaram a praça. Houve um vai-e-vém contínuo durante uma hora depois da batida. Nós demos a eles garrafas de água, um lugar para sentar. Fizemos todo o possível para ajudá-los. Como todo mundo faria – disse Francesco Quirins, um porteiro do Hotel Napoleon, que fica do lado oposto da entrada do metrô.

O prefeito de Roma visitou o local da batida.

– Quando eu cheguei ao local do acidente e o avistei, foi difícil descrever. É uma tragédia terrível – disse Walter Veltroni à televisão italiana.