Clinton defende Davis

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Publicado domingo, 14 de setembro de 2003 as 21:33, por: cdb

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton saiu neste domingo, segunda-feira, em defesa do governador democrata da Califórnia, Gray Davis, como parte de uma mobilização contra sua destituição do cargo.

Os democratas esperam que a popularidade de Clinton, que de fato nunca abandonou a política, ajude a minar os esforços republicanos para destituir Davis na consulta especial de 7 de outubro próximo.

– Gray Davis e eu fomos amigos há muito tempo e não quero que isso aconteça com ele. Trata-se de um assunto maior, do futuro da Califórnia. Não permitam que seja destituído – defendeu Clinton.

No discurso em uma igreja episcopal de Los Angeles, Clinton repetiu a acusação dos democratas de que os republicanos querem tirar deles o que não conseguiram nas urnas no ano passado. “Não quero que os senhores se tornem os bobos da corte, ou um espetáculo circense nos EUA, onde se expulsa alguém por tomar decisões duras”, insistiu Clinton, em um discurso de 40 minutos, marcado por referências bíblicas.

Nos próximos dias, outras personalidades democratas devem se somar à campanha contra o plebiscito promovido pelos republicanos, incluindo o ex-vice-presidente Al Gore, o líder negro Jesse Jackson e vários dos nove pré-candidatos democratas às eleições presidenciais de 2004.

No sábado, o Partido Democrata da Califórnia fez uma reunião de emergência, na qual reafirmou sua oposição ao plebiscito e, ao mesmo tempo, apoiou o vice-governador do estado e candidato democrata Cruz Bustamante, caso a destituição de Davis seja levada adiante.

Davis e Bustamante, cuja relação foi complicada durante algum tempo, apareceram juntos pela primeira vez desde que este último se somou aos mais de 100 candidatos ao Governo. Enquanto isso, na mesma cidade, o ator Arnold Schwarzenegger tentava garantir o apoio da base conservadora republicana.

A aparente vantagem dos democratas é que, enquanto eles se reúnem em torno de Davis e de Bustamante, os republicanos parecem mais divididos do que nunca, segundo os observadores.