Clientes dos três maiores bancos já vêem ‘benefícios’ da redução dos juros

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Publicado sábado, 21 de junho de 2003 as 09:40, por: cdb

O corte de 0,5 ponto porcentual da Selic, a taxa básica de juros da economia, determinado na última quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom), já começa a refletir no bolso do consumidor.

Os três maiores bancos do País, Bradesco, Itaú e Unibanco, anunciaram ontem os porcentuais de redução das taxas de suas principais linhas de crédito, que incluem cheque especial e empréstimo pessoal. As reduções já estão sendo praticadas, com exceção do Unibanco, cuja redução valerá a partir de segunda-feira.

Com a alteração, as taxas do Bradesco no cheque especial caíram de 9,7% para 9,5% ao mês; e no crédito pessoal, de 6,3% para 6% ao mês. Na linha de empréstimo pessoal, o corte representará 6,94 pontos porcentuais ao ano; e no cheque especial, 6,58 pontos. Segundo o vice-presidente executivo do Bradesco, Décio Tenerello, o banco aguarda agora a redução dos compulsórios sobre depósito à vista, de 60% para 45%.

Segundo ele, se isso ocorrer esta semana, o banco repassará imediatamente o benefício para os consumidores, cortando os juros de todas as modalidades de crédito.

No Itaú, as novas taxas de juros valem a partir de hoje. No cheque especial, a taxa máxima recuou de 9,8% para 9,6% ao mês e a mínima, de 6,9% para 6,8% ao mês. No crédito pessoal, a máxima caiu de 6,95% para 6,6% ao mês e a mínima de 4,5% para 4,3% ao mês.

Segundo o banco, essa redução maior, no empréstimo pessoal, que representa 4,3 pontos porcentuais ao ano, apenas foi possível pela queda dos juros futuros, observada nas últimas semanas.

– Na medida em que ocorrerem novas reduções de taxas pelo Copom e novas medidas, como reduções no compulsório, o Itaú estará ajustando suas taxas – afirmou o presidente do banco, Roberto Setubal.

No caso do Unibanco, os juros do crédito serão revisados a partir de segunda-feira. A taxa do cheque especial cairá de 9,4% para 9,3% ao mês, sendo uma das menores do mercado. A taxa mínima do empréstimo pessoal também teve um recuo expressivo, de 6,3% para 4,2% ao mês.