Cinema nacional vive bom momento e ganha mais espaço nas salas

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Publicado domingo, 9 de janeiro de 2011 as 16:00, por: cdb
Manoel Rangel preside a Ancine
Manoel Rangel preside a Ancine

O cinema nacional vive um bom momento. A avaliação é do diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel. De acordo com ele, em 2010, o cinema brasileiro atingiu 19 % do mercado interno, o que faz com que o país esteja entre os 15 países do mundo que mais consumiram filmes nacionais.

– Este número é difícil de alcançar e nenhum país da América Latina teve seus filmes nacionais tão vistos dentro do seu próprio país – disse.

Em 2010, foram vendidos 25,6 milhões de ingressos a mais do que em 2003, que havia sido o melhor ano, quando a venda atingiu 21,5 milhões. O conjunto de recordes do ano passado foi alavancado pelo sucesso de Tropa de Elite 2, do diretor José Padilha, que desbancou Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Bruno Barreto, assumindo o posto de filme mais visto em três décadas. Desde 1971, existem estatísticas confiáveis para o setor.

O bom momento vivido pelo cinema nacional tem relação com a chamada Cota de Tela, que surgiu no governo Getúlio Vargas como forma de estimular a presença das produções brasileiras nas salas de cinema e fortalecer a indústria audiovisual nacional. Nos últimos anos, ela tem sido alvo de uma análise anual .

Mas, como se define o período de dias para a exibição de filmes nacionais?.

– Todos os anos, nós, da Ancine, realizamos uma consulta com os produtores de cinema, distribuidores e exibidores, quando é feita uma análise técnica do funcionamento do mercado, em seguida apontamos uma sugestão de decreto que fixa os dias mínimos de exibição de filmes brasileiros por complexo cinematográfico e sua diversidade – explicou Manoel Rangel.

Para 2011, pelo Decreto nº 7414, de 30 de dezembro de 2010, a Cota de Tela ficou fixada em 63 dias para os complexos cinematográficos de seis e sete salas, que estão localizados em grandes centros, e de 28 dias por ano para salas isoladas.

– Desse modo nós procuramos construir um equilíbrio entre a necessidade de exibir filmes brasileiros e a capacidade dessas empresas exibidoras de obterem esses filmes e os manter em cartaz – disse.

A Ancine avalia que a Cota de Tela tem sido bem-sucedida na promoção do cinema brasileiro e que a sociedade tem respondido positivamente aos esforços feitos por produtores e realizadores e pela forte politica pública de incentivo ao cinema e ao audiovisual.

As perspectivas para este ano são ainda melhores. Segundo Manoel Rangel, o otimismo é grande para 2011.

– O filme De Pernas para o Ar, de Roberto Santucci, que estreou no dia 31 de dezembro, foi o mais visto na primeira semana deste ano. Ele atingiu a marca de 600 mil espectadores em dez dias de exibição, entre a estreia e a pré-estreia. Nós temos muitos filmes, para todos os gostos, de todos os gêneros, mobilizando diversos talentos do país que serão exibidos em 2011 – completou.