CIA defende seu trabalho sobre o Iraque

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Publicado sábado, 25 de outubro de 2003 as 15:12, por: cdb

A CIA (agência de inteligência americana) defendeu seu trabalho de espionagem e a avaliação que fez sobre o Iraque, enquanto um comitê do Senado dos Estados Unidos prepara um relatório que a apontaria como responsável por exageros e confusões. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times.

“Uma revisão escrupulosa do trabalho da Agência nos mostrou que os critérios e conclusões não só foram sólidos, foram muito sólidos e sustentados por mais de uma fonte”, disse um responsável da CIA.

A imprensa americana informou ontem que o Comitê de Inteligência do Senado, que entrevistou mais de cem pessoas e revisou milhares de páginas de documentos, dirá em relatório que a CIA errou ou exagerou em suas avaliações sobre a ameaça que o Iraque representava há um ano para os Estados Unidos.

No entanto, a CIA disse há um ano em suas avaliações que o Iraque não representava uma ameaça direta e grave aos EUA e que se o país árabe tinha armas químicas, biológicas ou radiativas era possível que só as usasse se era fosse por Washington.

O Pentágono chegou a uma conclusão diferente: que o Iraque possuía esse tipo de armamento e representava uma ameaça grave para seus vizinhos e para os Estados Unidos, e ainda podia transferir essa tecnologia a grupos terroristas internacionais.

Desde a invasão do Iraque, em 20 de março, as tropas americanas e seus especialistas em armas não encontraram provas da existência de armas químicas, biológicas ou radiativas, nem documentos que demonstrem o vínculo entre o regime de Saddam Hussein e a Al-Qaeda.