Chávez e Santos aproveitam encontro em Brasília para tratar de assuntos bilaterais

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Publicado sábado, 1 de janeiro de 2011 as 16:06, por: cdb

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01/01/2011Chávez e Santos aproveitam encontro em Brasília para tratar de assuntos bilaterais

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – As cerimônias de posse da presidenta Dilma Rousseff que ocorrem ao longo do dia hoje (1º) servem para que líderes políticos estrangeiros articulem reuniões e marquem conversas bilaterais. É o caso dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Juan Manuel Santos.

A retomada das negociações entre Venezuela e Colômbia ocorreu em agosto, quando houve a primeira reunião entre os dois presidentes. A ideia é tratar das atividades de comissões de trabalho formadas por integrantes dos dois países. As informações são da  imprensa oficial da Venezuela, a Agência Venezuelana de Notícias (AVN).

Os governos da Venezuela e da Colômbia romperam relações depois de acusações do então presidente colombiano Alvaro Uribe que Chávez acoberta integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). As denúncias foram feitas em uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA). Chávez negou.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se ofereceu para intermediar as negociações entre Chávez e Santos, em agosto quando Santos tomou posse. Desde então, representantes da Venezuela e da Colômbia tratam de ações comuns em torno de áreas estratégicas. Foram criadas comissões específicas que tratam de economia, comércio, segurança e dívidas.

Chávez chegou hoje a Brasília acompanhado pelos ministros das Relações Exteriores, Nicolás Maduro, de Energia e Petróleo, Rafael Ramirez, e do chefe de gabinete, Francisco Ameliach. Ao chegar, o venezuelano afirmou que na gestão Dilma ocorrerão progressos na construção de relações de cooperação e integração entre Brasil e Venezuela.

“A Venezuela e o Brasil se reunirão. Estamos confiantes que com Dilma Rousseff, essa lutadora, nós vamos continuar construindo o eixo Caracas – Brasília, que faz parte da integração sul-americana”, disse Chávez.
 

 

Edição: Rivadavia Severo