Cerco a Okamotto visa a atingir Lula

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Publicado quarta-feira, 5 de abril de 2006 as 12:02, por: cdb

Ligações perigosas I

A situação de Collor ficou insustentável quando se comprovou que um Fiat Elba registrado em seu nome fora pago com dinheiro do esquema PC Farias. Agora, já se comprovou que Paulo Okamotto, ex-tesoureiro de campanha de Lula, costumava pagar dívidas do presidente e de sua família. Se ficar evidenciado que entrava dinheiro do valerioduto nas contas de Okamotto, a situação de Lula pode se complicar. Daí a preocupação do PT com que não seja quebrado o sigilo bancário de Okamotto.

 

Ligações perigosas II

Segundo o ex-petista Paulo de Tarso Venceslau, a deputada-bailarina Ângela Guadagnin, quando prefeita de São José dos Campos, contratou sem licitação por R$ 5,8 milhões a agência Contexto, que subcontratou uma empresa de nome TVT. Entre os fundadores da TVT estavam Lula, Okamotto, o ex-deputado José Dirceu, Luiz Gushiken e o ex-tesoureiro Delúbio Soares. Negócio entre amigos?

 

Comportamento inaceitável

Paulo Okamotto negou-se nesta terça-feira, durante a acareação com Paulo de Tarso Venceslau na CPI dos Bingos, a abrir seu sigilo bancário e a falar sobre o pagamento que fez de uma dívida de R$ 29,4 mil de Lula com o PT em 2004. Já disse aqui nesta coluna certa vez e repito: do ponto de vista político é inaceitável que, diante de acusações de corrupção, dirigentes partidários ajam como avestruzes e se recusem a dar explicações à opinião pública.

 

Uma virgem seduzida?

É risível o relatório alternativo apresentado pelo PT na CPI dos Correios. O partido diz que foi “seduzido” pelo publicitário Marcos Valério, como se fosse uma ingênua virgem – se é que, hoje em dia, as virgem são ingênuas. Já o super-homem Valério é descrito como “um arquiteto de sofisticadas operações financeiras de distribuição de dinheiro a parlamentares”. Pela visto, na nova versão do PT para a roubalheira, o culpado não é mais Delúbio, mas Valério, que nem filiado ao partido era.

 

Acordo à vista

Apesar de toda a confusão, o PT deve desistir de levar a votação na CPI dos Correios um r