Casos de leishmaniose são confirmados em Nova Iguaçu

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Publicado segunda-feira, 19 de dezembro de 2005 as 11:51, por: cdb

Doze casos de leishmaniose foram diagnosticados e confirmados, pelos resultados que saíram nesta segunda-feira,  de exames laboratoriais, entre os moradores do Parque São Francisco, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A subsecretária de Saúde do município, Cátia Griffo, descartou a hipótese de uma epidemia, apesar das 22 notificações. A doença é causada pelo protozoário Leishmania e a doença é transmitida por um inseto flebótomo conhecido como mosquito-palha. O tipo constatado na região é o cutâneo, que se apresenta em forma de úlcera depois que a pessoa picada pelo inseto coça a área afetada. Além de distribuir material informativo à população, profissionais da área de saúde estão realizando, com apoio da vigilância sanitária municipal, uma busca ativa na localidade atrás de possíveis hospedeiros em cães.

O Centro Comunitário Três Henriques, no Parque São Francisco, foi alugado pela prefeitura de Nova Iguaçu para facilitar o atendimento das pessoas infectadas. No local, será instalado um posto do programa Saúde da Família, com atendimento em clínica médica e pediátrica. O posto vai ser transformado em referência no atendimento à leishmaniose. O tratamento da leishmaniose é feito com medicação injetável, por um período ininterrupto de 30 dias. Se não for tratada, porque é indolor, a doença provoca ulceração na pele, com deformidade na região. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a leishmaniose atinge principalmente as populações das Américas Central e do Sul. Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, são detectados cerca de 30 mil casos por ano.