Carter: ‘Guerra seria injusta’

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado domingo, 9 de março de 2003 as 16:45, por: cdb

Ex-presidente americano, Jimmy Carter condenou neste domingo, a possível guerra contra o Iraque, ao alegar que este seria um conflito “injusto” e “quase sem precedentes na história dos países civilizados”. Em artigo publicado no The New York Times deste domingo, o prêmio Nobel da Paz de 2002 diz que, na sua experiência na Casa Branca, familiarizou-se “com os princípios do que é uma guerra justa e está claro que uma substancial intervenção unilateral no Iraque não cumpre esses critérios”.

Segundo Carter, o Iraque não representa uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos, mas, “apesar da oposição da maioria dos povos e dos governos do mundo, os EUA parecem decididos a levar a cabo uma ação militar e diplomática que praticamente carece de precedentes na história dos países civilizados”.

O ex-presidente acha que o atual chefe de Estado americano, George W Bush, não conseguiu demonstrar de maneira convincente a existência de vínculos entre o Iraque e os atentados de 11 de setembro e, além disso, assegura que Washington não possui autoridade internacional para ocupar o país.

Os Estados Unidos procuram agora obter no Conselho de Segurança da ONU os nove votos favoráveis necessários para a aprovação de um projeto de resolução que autorize o uso da força contra o Iraque, caso o país não comprove seu desarmamento antes do dia 17.

Até o momento, apenas os três países promotores da minuta de resolução – EUA, Reino Unido e Espanha -, mais a Bulgária expressaram abertamente seu apoio, enquanto França, Alemanha, Rússia, China e Síria declararam sua oposição.

Seis países permanecem indecisos: México, Chile, Paquistão, Camarões, Guiné e Angola.