Cartas-modelo, com envio grátis, para o Dia das Mães

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Publicado quarta-feira, 10 de maio de 2006 as 10:31, por: cdb

O projeto Central de Cartas Populares Fernanda Montenegro, da Secretaria da Família e da Assistência Social, elaborou 10 modelos de mensagens especiais para o Dia das Mães, a fim de atender às pessoas que querem homenagear as mães com uma singela redação. O serviço e o envio das correspondências são gratuitos.

A prestação do serviço é voltada para aqueles que não sabem escrever e não têm condições de elaborar uma correspondência. Mesmo assim, qualquer pessoa pode comparecer ao subsolo da Central do Brasil, nas dependências do Rio Simples, de segunda a sexta-feira das 8h às 18h, para escrever uma carta para a mãe.

São mantidos à disposição do público dois escreventes de cartas, que também confeccionam currículos profissionais e prestam encaminhamentos assistenciais. Além disso, no local também funciona um curso de alfabetização para adultos.

Até 31 de março último, a central registrava 680 cartas redigidas, 935 currículos elaboradis e 1.800 encaminhamentos realizados. De acordo com a gerente do projeto, Lícia Barbosa, nas datas comemorativas, como Dia das Mães, Namorados e Natal, o número de cartas e currículos aumenta significativamente.

– Nessas datas há uma motivação maior para as pessoas procurarem se aproximar dos seus familiares. Além disso, o próprio comércio abre postos de trabalho, o que estimula a procura pelo projeto. Somente em maio e junho de 2004 foram 1.700 cartas e 1.050 currículos. Em 2005 os números ficaram em 1.100 e 900, respectivamente. Ao todo, em 2005 foram escritas 5.500 cartas e 4 mil currículos produzidos. Desde o início do projeto somam-se 11 mil cartas e 8 mil currículos – diz Lícia.

Outro destaque do projeto é o curso de alfabetização, utilizado pelas próprias pessoas que procuram o local para a produção de cartas. No ano passado, 40 alunos participaram do curso e, este ano, outros 40 estão aprendendo a escrever suas próprias cartas.

Josefa Soares dos Santos, 50 anos, recorria sempre ao Cartas Populares para enviar correspondências a sua mãe, que mora em Alagoas. Ela foi encaminhada ao curso de alfabetização no início de 2005. Mesmo contra a vontade do marido, freqüentou as aulas até o fim e hoje está alfabetizada. Mas esse ano irá recorrer novamente às escreventes do projeto. Em um acidente, teve sua mão direita engessada e não pode escrever, apesar de já ter tirado o gesso.

– Eu treinei durante um bom tempo para escrever a carta para minha mãe sozinha, mas torci o dedo num tombo. Eu já leio até os livros indicados para pessoas que estão na 7ª série, só não estou podendo escrever no momento. Eu quero estudar e aprender – conta Josefa Soares.