Câmara rejeita ameaças ao mandato de deputados do valerioduto

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Publicado quarta-feira, 3 de maio de 2006 as 23:09, por: cdb

Por 8 votos a 5, e 1 em branco, o Conselho de Ética rejeitou o parecer do deputado Moroni Torgan (PFL-CE) que pedia a cassação de Vadão Gomes (PP-SP). Em depoimento à Polícia Federal, o empresário Marcos Valério de Souza, do valerioduto afirmou que havia entregado R$ 3,7 milhões a Vadão em dois encontros na capital paulista. O deputado nega o recebimento de dinheiro e apresentou plano de vôo de seu avião para comprovar que estava no interior de Goiás nos dias em que Valério diz ter lhe entregado o dinheiro.

Com a rejeição do parecer, o presidente do conselho, Ricardo Izar (PTB-SP) designou o deputado Eduardo Valverde (PT-RO) para relatar o novo parecer, que peça sua absolvição. Izar concedeu duas sessões para que seja feito o novo relatório. Ao comentar a derrota, Moroni Torgan afirmou que “continua com a convicção que o deputado quebrou o decoro”.

O Conselho de Ética volta a se reunir na próxima terça-feira para que o deputado Josias Quintal (PSB-RJ) apresente seu parecer no processo contra a deputada Zulaiê Cobra (PSDB-SP). O deputado Edmar Moreira (PFL-MG) renunciou nesta quarta-feira à vaga no Conselho de Ética.

Mais um

No Plenário da Câmara, foi absolvido na noite desta quarta o deputado Josias Gomes (PT-BA). O relatório de Mendes Thame (PSDB-SP), que pedia a cassação de Josias, foi aprovado por 228 deputados e rejeitado por 190. Dezenove parlamentares se abstiveram e houve 5 votos brancos e 1 nulo. Mesmo sendo maioria, os deputados que queriam a cassação de Josias não alcançaram o quórum mínimo para cassação de mandato: 257 votos.

Josias era acusado de ter recebido R$ 100 mil do empresário Marcos Valério de Souza. Josias confirmou o recebimento, mas disse que fez o saque a mando da direção do partido. O dinheiro teria sido usado para pagamento de dívidas de campanhas municipais. O deputado disse não conhecer a origem do dinheiro.