Bush lidera cúpula de paz na Jordânia

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Publicado quarta-feira, 4 de junho de 2003 as 09:13, por: cdb

Em sua primeira viagem oficial ao Oriente Médio, o presidente americano, George W. Bush, se encontra nesta quarta-feira em Aqaba, na Jordânia, com o primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, mais conhecido com Abu Mazen, e com o premiê de Israel, Ariel Sharon.

Ele inicialmente negociará separadamente com cada um deles – o encontro com Sharon já terminou – antes da reunião de cúpula trilateral.

O encontro pode ser decisivo na busca de um fim aos 32 meses de violência na região. Espera-se que os líderes de Israel e da Autoridade Palestina manifestem apoio ao processo de paz e digam que reconhecem o direito do outro povo a possuir um Estado.

Durante reuniões com líderes árabes na terça no Egito, Bush afirmou que Israel terá de fazer concessões relativas aos assentamentos nos territórios palestinos. Mas disse também ser necessário que os Estados árabes não dêem recursos para o que qualificou como “grupos terroristas”.

O presidente americano afirmou que se todos os passos do plano de paz para o Oriente Médio forem seguidos será possível realizar significativos progressos para a implantação da rota da paz – nome pelo qual ficou conhecido o plano de paz para o Oriente Médio.

O plano determina a criação de um Estado palestino independente até 2005.

O ministro das Relações Exteriores palestino, Nabil Shaath, disse que os grupos extremistas palestinos Hamas e Jihad Islâmico terão de pôr fim a atos de violência contra israelenses se estes se comprometerem a fazer o mesmo.

– Caso a reunião termine com Israel firmando um compromisso de cessar toda forma de violência contra palestinos, a responsabilidade ficará nas mãos do Hamas e do Jihad Islâmico – afirmou Shaath.

Um porta-voz do Hamas declarou que seus militantes estariam dispostos a suspender sua campanha de atentados durante as negociações de paz caso Washington apresente garantias de que Israel sairá dos territórios palestinos ocupados.

Nabil Shaath acrescentou ainda que o encontro será uma oportunidade para que Israel ponha fim a seus assentamentos, se retire da Faixa de Gaza e da Cisjordânia e se comprometa com a criação do Estado palestino.

Um porta-voz da chancelaria israelense disse em Aqaba que seu país poderia desmantelar até 24 assentamentos judaicos erguidos recentemente nas próximas semanas. A iniciativa, porém, dependeria da cooperação palestina no combate aos extremistas.