Bush e Blair: ‘Guerra só terminará quando os aliados vencerem’

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Publicado sexta-feira, 28 de março de 2003 as 14:16, por: cdb

Bush e Blair afirmaram que o regime de Saddam Hussein será derrubado, não importa quanto tempo dure a guerra. EUA abriram uma segunda frente de batalha no norte do Iraque.

Após o seu conselho de guerra em Camp David, o presidente americano George W. Bush e o primeiro-ministro britânico Tony Blair declararam-se satisfeitos com o transcurso das operações militares no Iraque. Os dois chefes de governo asseguraram que não aceitarão outro resultado que a vitória final completa dos aliados. O regime de Saddam Hussein será derrubado, não importa quanto tempo dure a guerra, afirmaram.

Durante a noite de quinta para sexta-feira, a capital iraquiana sofreu os piores bombardeios desde o início da guerra. Apesar disto, as tropas aliadas interromperam a marcha rumo a Bagdá e concentram-se agora na tarefa de consolidar a linha de suprimento no sul do Iraque. Além disto, os Estados Unidos estão preparando o envio de novos contigentes para o palco de guerra.

As informações divulgadas pela imprensa internacional sobre o número de soldados mobilizados variam entre 30 mil e 150 mil homens. Eles deverão reforçar as forças americanas em território iraquiano, não apenas na nova frente de batalha no norte do país: parte do contingente terá a tarefa de garantir a retaguarda americana e britânica na frente sul.

A frente norte

No começo da segunda semana da guerra no Iraque, os Estados Unidos começaram a transportar tropas para o norte do Iraque, depois que pára-quedistas americanos tomam aeródromo na região curda, a fim de abrir uma segunda frente de combate.

Na madrugada de quinta-feira, cerca de mil pára-quedistas desembarcaram num aeródromo próximo a Arbil, conforme imagens da emissora de tevê CNN. Antes, aviões americanos bombardearam posições do Exército iraquiano nas redondezas. A cidade fica em área controlada pelos curdos.

Segundo militares dos EUA, nos próximos dias mais cinco a seis mil homens e equipamentos pesados, inclusive tanques e outros veículos blindados, serão transportados para a região por via aérea. O atraso na abertura do front norte deve-se à recusa da Turquia em permitir o estacionamento de 62 mil soldados americanos em seu território, de onde o Pentágono pretendia avançar sobre terreno iraquiano.

Bagdá & Kuwait

Na noite de quinta-feira, a capital iraquiana foi sacudida por fortes explosões, segundo relatos de testemunhas. Os alvos teriam sido no centro da cidade, próximos ao Ministério da Informação. Cogumelos de fumaça se formaram sobre a metrópole de cinco milhões de habitantes. Já pela manhã cerca de 30 explosões haviam abalado Bagdá. Por outro lado, mais um míssil iraquiano foi destruído pela defesa antiaérea americana no Kuwait.

Confrontos na frente sul

Na frente sul, as tropas americanas voltaram a travar tiroteios com unidades do Exército iraquiano, de acordo com a agência de notícias alemã DPA. Também teria havido confronto direto entre tanques dos dois países. Em combates próximos à cidade de Nasirija, até 30 soldados americanos teriam sido feridos pelos companheiros. Muitos estariam em estado grave.

Em Basra, os confrontos igualmente prosseguem. O general britânico Brian Burridge disse, no quartel-general no Qatar, que há na cidade tanto unidades regulares do Exército iraquiano como paramilitares. Entre estas, a Fedajin Saddam, fiel ao presidente do Iraque, que estaria intimidando os soldados a continuarem lutando. Aparentemente, sob pressão, alguns veículos blindados teriam tentado deixar a cidade e avançado em direção às tropas britânicas. Todos eles teriam sido destruídos.

Os meios de comunicação americanos e britânicos registraram ainda grande deslocamento de tropas por parte do Iraque. O general Richard Myers (EUA) disse que a coalizão atacou uma coluna que se deslocava de Bagdá para o sul. O Pentágono considerou, entretanto, exageradas as notícias de que o comboio seria formado por cerca de mil veículos.

Um correspondente da BBC rela