Britânica é condenada por ter ‘rede gigante de prostituição’

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Publicado quinta-feira, 23 de outubro de 2003 as 16:40, por: cdb

A britânica Margaret MacDonald, de 44 anos, foi condenada por um tribunal de Paris, na França, a quatro anos de prisão e uma multa de 150 mil euros (cerca de R$ 500 mil) pela acusação de administrar uma das maiores redes de prostituição da Europa.

MacDonald, que fala oito línguas e tem vários diplomas em economia, sempre admitiu ter uma agência de prostituição de “altíssima classe”. Mas, no tribunal, ela afirmou que era de suas empregadas a decisão se elas iriam ou não dormir com os clientes, e não dela.

A britânica admitiu, no entanto, que os seus clientes, que pagavam cerca de R$ 2,4 mil por uma hora de serviço, poderiam estar esperando mais do que simplesmente uma companhia para o jantar.

Segundo a promotoria, Margaret não tinha uma base permanente. Em vez disso, se movimentava entre hotéis de luxo em vários países europeus, em Israel e nos Estados Unidos.

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Os clientes de MacDonald eram principalmente homens de negócios árabes e europeus, e há rumores de que alguns seriam também celebridades britânicas.

Ela anunciava os seus serviços pela internet e no jornal International Herald Tribune, dando números de telefone na Suíça, na Itália e na Alemanha.

Margaret administrava os seus negócios com telefones celulares, vários cartões de crédito, contas correntes e nomes falsos.

A polícia disse que o laptop dela continha o nome de 538 garotas e 36 homens, com base em todo a Europa. MacDonald ficava com 30% a 40% do que as prostitutas ganhavam, cerca de US$ 23,4 mil (cerca de R$ 66 mil) ao mês.

Filme de Holywood

MacDonald, que havia sorrido e acenado para amigos ao chegar ao tribunal, manteve uma expressão impassível quando o veredicto foi lido e não disse uma palavra ao ser levada para fora do tribunal.

O advogado dela, Emanuel Marsigny, disse que a sua cliente estava muito chateada e tinha intenções de apelar contra o resultado.

“Eu acho que quatro anos é uma sentença pesada demas”, afirmou Marsigny. “É hipócrita. As escravas que você vê nas ruas quando você vai para casa, elas são prostitutas”, afirmou.
A polícia ficou sabendo dos negócios de MacDonald através de uma ex-colega dela, Laura Schleich, que mais tarde montou um negócio parecido.

Durante o seu julgamento, MacDonald teria recebido grandes ofertas de dinheiro dos tablóides britânicos por sua história.

Há também rumores de que Holywood poderia produzir um filme com base na carreira dela.