Brasil tem saldo recorde na balança comercial e ganha novos mercados

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Publicado terça-feira, 1 de fevereiro de 2005 as 20:27, por: cdb

A balança comercial brasileira registrou recorde no mês de janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado, mesmo com a queda de vendas de produtos de peso no comércio, como a soja, petróleo, celulose e minério de ferro: o total de exportações em janeiro de 2005 ficou em US$ 7,444 bilhões e as importações em US$ 5,261 bilhões, com saldo comercial de US$ 2,183 bilhões, representando o maior superavit para todos os meses.

A corrente de comércio, conforme o secretário de comércio Exterior Ivan Ramalho, totalizou US$ 12,705 bilhões, outro recorde para meses de janeiro, tendo alcançado US$ 161,948 bilhões entre fevereiro de 2004 e janeiro de 2005. O superavit comercial nesses doze meses alcançou US$ 34,290 bilhões, com as exportações somando US$ 98,119 bilhões e as importações, US$ 63,829 bilhões.

Os números estiveram em alta em razão do aumento de volume de produtos, de expansão na área dos industrializados e do crescimento de vendas para os Estados Unidos, o maior parceiro comercial, que teve elevação de 54%, além do aumento também para a África (47,4%), Mercosul (28,2%, sendo 32,2% a mais para a Argentina), União Européia (15%), Oriente Médio (14,7%), Ásia (11%) e Europa Oriental (2,9%).

Outra razão para o crescimento dos negócios em janeiro, que aconteceu tanto em exportação como em importação, foi, no caso da exportação, a expansão do comércio com mercados não tradicionais, conforme explicou em entrevista coletiva o secretário de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho.

Ele afirmou não acreditar que a cotação do dólar, em baixa nas últimas semanas, possa atrapalhar os negócios dos exportadores, pois grande parte da balança envolve contratações feitas com antecedência, havendo casos em que os negócios são acertados até no primeiro semestre do ano anterior.

Dez estados aumentaram com destaque a sua participação na balança comercial no mês de janeiro. O Distrito Federal exportou a mais 100% em relação a janeiro de 2004, seguido de Pernambuco (+85,4%), Amazonas (+68,5%), Roraima (+66,7%), Bahia (+57,9%), São Paulo (42,2%), Mato Grosso do Sul (+37,5%), Amapá (35,8%), Pará (+35,0%) e Santa Catarina (28,5%).

Houve incremento de vendas para os Estados Unidos de produtos siderúrgicos, aeronaves, máquinas e equipamentos, madeira e suas obras, petróleo, calçados, pedras ornamentais, quimicos orgânicos, café, alumínio e fios e catodos de cobre. Para a Argentina aumentaram as vendas de automóveis e autopeças, máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos e eletrônicos, plásticos e obras, quimicos organicos e inorganicos, papel, siderurgicos e minério de ferro.

O processo de diversificação de mercados de destino das exportações brasileiras permitiu vendas em janeiro último para parceiros comerciais não tradicionais, e isso ajudou também no incremento das vendas. Entre esses países estão> Burkina Faso, Tanzania, Benin, Guiné, Bangladesh, Congo, Noruega, Armênia, Servia e Montenegro, Eslovenia, Cazaquistão, Sri Lanka, El Salvador, Bahrein, Iemen, India e Finlândia.

No campo das importações, em janeiro último todas as categorias de produtos tiveram aumento de compras em relação a janeiro do ano passado> bens de capital (+34,5%), bens de consumo (29,2%), matérias primas e intermediários (24,4%) e combustíveis e lubrificantes (12,2%).

Houve incremento das compras de equipamento móvel de transporte (393,2%), acessórios para maquinaria industrial (+40,7%), maquinas e aparelhos de escritório e serviço científico, maquinaria industrial e partes e peças de bens de capital para a indústria.

Também cresceram as importações de vestuário e confecções, produtos farmacêuticos, alimentícios, objetos de adorno e uso pessoal, maquinas e aparelhos de uso doméstico, móveis e automóveis (10%).