Brasil tem 15 milhões de pessoas com osteoporose

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Publicado sexta-feira, 20 de outubro de 2006 as 18:30, por: cdb

No Dia da Osteoporose, comemorado nesta sexta-feira, o Brasil vive um quadro com mais de 15 milhões de pessoas propensas à doença, segundo dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2000. A estimativa é de que no ano de 2020, o número de pacientes acometidos deve chegar perto de 18 milhões. Este crescimento, no entanto, pode ser evitado desde a infância.

– A osteoporose é uma doença silenciosa, invisível, traiçoeira e sem sintomas, ou seja, a pessoa só percebe que está doente quando tem uma fratura e sente dor -, disse o médico Salo Buksman, coordenador do programa de osteoporose masculina do Instituto Nacional de Tráumato-Ortopedia (Into).

Os lugares mais comuns das fraturas são nas vértebras, provocando cifose e prejudicando a respiração e digestão; no punho, mais freqüente em mulheres por volta dos 60 anos e no fêmur, no caso de pessoas mais idosas.

Para Buksman, a falta de orientação faz com que as pessoas não se previnam contra o problema já que “com o envelhecimento, os ossos vão se desgastando, entretanto, não chamam atenção porque não há reflexos notáveis no corpo”. Ele explicou que se trata de uma doença comum entre os idosos, mas também é fruto da má alimentação na infância.

– É importante que a doença seja evitada desde criança com atividades físicas regulares, alimentação rica em cálcio e banho de sol nos horários permitidos. A estrutura óssea do ser humano é construída até os 19 anos, quando ocorre o pico de massa óssea. Depois,ela é mantida até os 30 anos, quando o indivíduo passa a perdê-la. No caso das mulheres, até a instalação da menopausa, e no dos homens, com mais de 65 anos, a perda é acentuada -, disse Buksman.

A queda, normalmente em casa, é um dos principais problemas para o idoso, como foi o caso do arquiteto Oscar Niemeyer, de 98 anos, que sofreu uma queda dentro casa e teve de passar por uma cirurgia de emergência no quadril. Buksman disse que esse tipo de ocorrência é comum e que “30% dos idosos caem pelo menos uma vez a cada ano e as conseqüência das quedas podem ser graves, e entre as mais temidas estão as fraturas de fêmur e traumatismo craniano”.

Os fatores de risco de propensão a osteoporose são o tabagismo, sedentarismo, baixo peso corporal, hereditariedade, tratamentos prolongados com cortizona e para epilepsia e queda da produção de testosterona.