Brasil quer eliminar hanseníase até 2010

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 13 de junho de 2006 as 10:10, por: cdb

O embaixador honorário da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a Eliminação da Hanseníase, Yohei Sasakawa, e o ministro da Saúde, Agenor Álvares, discutiram, nesta segunda-feira, formas de erradicar a doença, que é endêmica e também conhecida como lepra.

o Brasil, que só perde para a Índia em número de casos de hanseníase no mundo, o ministério identificou no ano passado 38.410 ocorrências.

Sasakawa é o fundador da Nipon Foudantion, entidade que compra medicamentos para o tratamento da doença e os doa à OMS para distribuição. De acordo com o diretor de Vigilância Epidemiológica do ministério, Expedito Luna, o Brasil avançou bastante no combate da hanseníase nos últimos dois anos, mas ainda há muito a fazer, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. A meta é eliminar a doença até 2010.

– Nossa política é de expansão da rede de serviços que podem fazer o diagnóstico e o tratamento para facilitar o acesso das pessoas aos cuidados necessários – explicou Luna, acrescentando que os programas de Agentes da Família e de Agentes Comunitários de Saúde são usados também para expandir a capacidade de detectar casos “e fazer com que eles sejam tratados, evitando o contágio “.

Com uma média de 1,5 casos para cada 10 mil habitantes, o Brasil poderá ter esse número reduzido, com o programa, a menos de um caso a cada 10 mil habitantes.

Além de contagiosa, a hanseníase é uma doença infecciosa, causada por bacilos. Seu desenvolvimento depende de características do sistema imunológico da pessoa infectada. Os principas sintomas são: dormência nas extremidades das mãos e pés, manchas brancas e avermelhadas em qualquer parte do corpo, geralmente com perda de sensibilidade ao calor e ao frio, dor e diminuição da força muscular.

Expedito Luna destacou ainda que a principal barreira no combate à doença é a falta de médicos especialistas, ao lado do preconceito:

– Hoje em dia, os especialistas são muito raros. Os médicos têm receio e preconceito em assumir o tratamento dos casos – disse.