Brasil pode ser formador de preço para o etanol, avalia BM&F

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Publicado quinta-feira, 15 de março de 2007 as 11:49, por: cdb

O domínio da tecnologia da produção, a diversificação da qualidade da cana produzida no país e o conhecimento adquirido ao longo das últimas décadas poderão fazer do Brasil um formador internacional de preços, caso o etanol venha de fato a se tornar uma commoditie internacional. A opinião é do diretor de Mercados Agrícolas da Bolsa de Mercadorias e Futuro (BM&F), Felix Schouchana.

A grande vantagem, para ele, da visita do presidente dos Estados Unidos ao Brasil, George W. Bush, na semana passada, onde assinou memorandos de entendimentos na área de biocombustíveis foi, exatamente, o de dar destaque e visibilidade ao etanol produzido no país.

– A visita de Bush foi muito boa como propaganda, como forma de divulgação do etanol brasileiro para o resto do mundo. O Brasil será, com toda a certeza, o principal agente internacional neste processo de transformar o etanol em uma commoditie e de atendimento à demanda internacional crescente pelo produto – afirmou.

Na avaliação do economista, o acréscimo da produção no Brasil deve ser voltada para atender a outros países que não os Estados Unidos, onde o consumo do álcool importado sofre sérias restrições em razão da sobre-taxa. Ainda na avaliação do diretor de Mercado da BM&F, o Brasil precisa voltar-se para mercados de outros países onde não há muitas alternativas de fontes energéticas renováveis.

– Este é o caso da maioria dos países da Europa, que não tem como ampliar a sua produção de energéticos alternativos.O Japão com uma demanda cada vez mais crescente, também, é uma opção – acrescentou.

A decisão de tentar transformar o etanol em uma commoditie internacional só tem vantagens para o país, acredita.

– A gente tem a tecnologia na mão, variedade de cana com qualidade e eficiência, destilarias e usinas com elevada produtividade, e podemos transferir tecnologia para outros países – ressalta.