Brasil lidera mercado mundial de carne bovina pelo segundo ano

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 19 de janeiro de 2005 as 16:06, por: cdb

Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil liderou o mercado mundial de carne bovina. Em 2004, o país exportou 1,939 milhão de toneladas, 62,76% a mais do que em 2003, com faturamento de US$ 2,45 bilhões e crescimento de 42,31% na comparação com o período anterior.

– Esse foi um resultado muito bom – na opinião do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Marcus Vinícius Pratini de Moraes.

Ele atribuiu o desempenho à conquista de 40 mercados, que elevaram o total de países compradores para 142. Entre os novos mercados da carne brasileira estão Argélia, Egito, Bulgária, Romênia e Venezuela.

A Rússia continua sendo o maior importador, seguida por Holanda, Chile, Egito, Itália, Inglaterra, Irã, Espanha e Arábia Saudita. O grande desafio para 2005, segundo Pratini de Moraes, será buscar melhores preços, agregando valor ao produto, aumentando o marketing e explorando novos nichos de mercado. De um total de 1,939 milhão de toneladas embarcadas paro o exterior, 579.245 foram de produtos industrializados (em forma de carne cozida) e o restante, in natura.

Segundo a Abef, o Brasil exporta hoje de 22% a 23% de sua produção e pode ampliá-la, sem queda na oferta interna, pois o setor tem grande capacidade produtiva e responde rapidamente à procura.

– O produtor brasileiro tem abatido os animais cada vez mais cedo e, em alguns casos, com até 18 meses – informou Pratini de Moraes.

Sobre o embargo russo à carne brasileira, ainda em vigor, Pratini de Moraes disse que não causou impacto no faturamento. Quando a medida foi anunciada, no final do mês de setembro, os lotes de mercadorias a serem enviados já tinham sido contratados. Além disso, à exceção de Cuba, nenhum outro mercado seguiu nesta direção.

Em dezembro, o Chile foi a nação que mais importou carne bovina in natura do Brasil, com 11.937 toneladas. O maior aumento nas encomendas foi do Irã e da República Islâmica, países onde que o consumo aumentou 966,62%, somando 10,2 mil toneladas. De acordo com Pratini de Moraes, pelas próprias convicções religiosas desses povos, a preferência recai sobre os cortes mais nobres e, conseqüentemente, com possibilidade de melhor retorno financeiro.