Brasil deve ficar entre os três maiores destinos de investimentos

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Publicado quarta-feira, 28 de março de 2012 as 13:07, por: cdb

Dados do levantamento “Monitor da Percepção Internacional do Brasil”, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) indicam que o país vai ficar entre os três países líderes que receberão os maiores montantes de investimentos estrangeiros diretos (IED) nos próximos 12 meses.

Isto só comprova tse pela qual me bato insistentemente aqui no blog e em minhas andanças e entrevistas pelo país: podemos crescer mais do que 3,5% ao ano. Tranquilamente. Haverá capital externo produtivo e a expectativa dos agentes econômicos é altamente positiva.

Por esta pesquisa do IPEA, dos agentes internacionais entrevistados (embaixadas, câmaras de comércio, empresas com controle estrangeiro e organizações internacionais com representação aqui), 38% acreditam que o Brasil fica entre os três maiores destinos de IED neste ano. Outros 36% acreditam que o país se situará entre o 4º e 5º colocados.

Em sua 6ª edição, a pesquisa revela a melhora: em agosto de 2011 o indicador relativo ao tema era de 43 pontos e, em março de 2012, atingiu 51 pontos (numa escala que vai de 100 pontos positivos a 100 negativos). Outro indicador positivo é a expectativa da maior parte dos estrangeiros consultados pelo IPEA de que o Brasil cresça entre 1,6% e 3,5% nos próximos 12 meses.

Agora, o resto é conosco

É, isto – conosco, com o governo e a política. Em que medida o Congresso ajudará esse rumo e em que medida o governo dará conta de destravar a burocracia e a gestão, manter os juros em queda e sustentar seus investimentos?

O levantamento do IPEA, também, aponta a expectativa da taxa de inflação próxima a 5,5%, portanto, acima do centro da meta (4,5%), nos próximos 12 meses. Mas a confiança em relação ao controle da inflação aumentou de zero para 23 pontos.

Subiu, ainda, o indicador sobre condições de crédito (oferta, prazos e taxas de juros) que passou de zero para 14 pontos. O IPEA interpreta que o dado sugere a continuidade do processo de afrouxamento das políticas de crédito e juros do Banco Central (BC).

Por fim, a pesquisa inclui o indicador sobre acesso da população a bens de consumo, que passou de 8 pontos negativos para 27 positivos. E o indicador sobre a qualidade de infraestrutura de transportes, comunicação e energia – este está ruim, foi de 8 pontos negativos para 12.