Brasil defende fim da violência na Síria

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Publicado quinta-feira, 1 de março de 2012 as 14:09, por: cdb
Síria
Membros de uma família Síria chega a Wadi Khaled,no norte do líbano, com todos os pertences que conseguiram carregar

Na 19ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil apelou para que o governo do presidente da Síria, Bashar Al Assad, atenda aos pedidos da comunidade internacional e cesse a violência e a repressão na região. Também reiterou que confia no trabalho dos peritos internacionais que constataram violações aos direitos humanos no país. Por fim, recomendou que a crise na Síria seja resolvida internamente, sem intervenções.

A representante do Brasil no conselho, a embaixadora Maria Nazaré Farani, foi enfática ao dizer que o governo brasileiro está “preocupado com a deterioração da segurança e com o nível de violência” na Síria. Mais uma vez, a diplomata destacou que o Brasil “repudia” a violência no país. Segundo ela, o Brasil “encoraja” o governo sírio a adotar as medidas pacíficas recomendadas pelo conselho.

Na manhã desta quinta, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas condenou o governo da Síria pelos ataques a civis e violações sistemáticas e exigiu o acesso irrestrito das organizações humanitárias no país. A estimativa é que mais de 7 mil pessoas tenham morrido em cidades sírias, nos últimos 11 meses. A condenação contou com o apoio de 37 países, 3 abstenções e 1 voto contrário.

As delegações de Cuba, da China e da Rússia abstiveram-se de votar. O embaixador do Irã votou contra a proposta. A cadeira do representante da Síria permaneceu vazia durante a sessão. Segundo o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, a iniciativa estava sendo politizada.

Na decisão, o conselho destaca ainda que os ataques a civis na Síria podem constituir crimes contra a humanidade. A resolução foi apresentada pelas delegações da Turquia e do Catar. A medida reitera a necessidade de um cessar-fogo urgente e a autorização da entrada de agências humanitárias para ajudar as vítimas, que não tem acesso a alimentos, água, assistência médica e serviços básicos.

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