Bombardeio em Bagdá deixou mais de 200 civis feridos

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Publicado sábado, 22 de março de 2003 as 08:18, por: cdb

Mais de 200 civis ficaram feridos durante o bombardeio aéreo da noite de sexta-feira a Bagdad, realizado pela coalizão liderada pelos Estados Unidos, declarou neste sábado o Ministro da Informação do Iraque, Mohammad Saeed al-Sahaf.

Por volta das 20h (hora local) de sexta-feira, a capital iraquiana foi atingida por uma intensa barragem de artilharia e mísseis, com sirenas de bombardeios aéreos soando esporadicamente e explosões isoladas continuando por toda a noite.

Autoridades do Pentágono disseram que o ataque era o começo de uma campanha área para “chocar e intimidar” a liderança iraquiana e levá-la à capitulação.

As poderosas explosões destruíram prédios do governo no centro e na periferia de Bagdad, incluindo o complexo do Palácio Republicano, onde estão localizadas importantes instalações do comando militar iraquiano.

Enormes colunas de fumaça saíam dos locais atingidos e incêndios arderam por toda a noite.

Al-Sahaf chamou os líderes da coalizão de “mentirosos” “fora-da-lei”, e afirmou que tudo o que as Forças Armadas dos Estados Unidos relataram até agora era propaganda.

“Nos hospitais, há 207 feridos, entre mulheres, crianças e outros civis. E nós levaremos vocês se quiserem visitá-los e ver por si mesmos”, disse o ministro a um grupo de correspondentes estrangeiros.

Chamando o bombardeio a Bagdad de um “ataque covarde”, al-Sahaf negou as alegações de militares norte-americanos de que eles lançaram mais de 300 mísseis.

“Nós calculamos que 19 mísseis caíram em uma pequena área de Bagdad. Eu fui até lá e vi partes desses mísseis, 19, em uma área muito pequena”, reiterou. “Portanto, acredito que vários mísseis foram interceptados pelos iraquianos”.

O ministro também disse que os Estados Unidos estão tão ansiosos para mostrar progresso nessa campanha militar que “seqüestraram” milhares de civis iraquianos e os obrigaram a se vestir como soldados, para que fingissem se render às forças da coalizão estacionadas na península de Faw, uma área rica em petróleo, no sul do Iraque.

Al-Sahaf assegurou que, apesar das supostas mentiras divulgadas pela imprensa, os soldados iraquianos se mantêm nas suas posições e intensos combates continuam sendo travados.