Bolsa de Valores de São Paulo registra nova alta recorde

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Publicado quarta-feira, 4 de janeiro de 2006 as 18:55, por: cdb

A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 1,12% nesta quarta-feira e elevou seu recorde histórico, diante da perspectiva de que a liquidez internacional se mantenha forte em 2006, beneficiando o mercado acionário brasileiro. Segundo dados preliminares, o Ibovespa encerrou a 34.929 pontos. O volume financeiro da bolsa paulista superou R$ 2,2 bilhões, bem acima da média diária de R$ 1,6 bilhão do ano passado. Entre os destaques de alta ficaram ações de bancos e de empresas de telefonia celular.

Na área de câmbio, o mercado brasileiro acompanhou o movimento global de queda do dólar e a moeda norte-americana fechou abaixo de R$ 2,30, com a maior queda diária desde outubro de 2005. No dia, a divisa norte-americana recuou 1,76%, e fechou a R$ 2,290 reais, na cotação mínima. No dia 7 de outubro do ano passado, o dólar havia recuado 1,88%.

– Ontem lá fora o mercado já ficou bem otimista porque saiu a ata do Fomc (Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve) dizendo que talvez a puxada dos juros não seja tão intensa como pensavam – comentou Flávio Ogoshi, operador de derivativos do Rabobank.

Na ata divulgada na terça-feira, quando o mercado de câmbio no Brasil já estava fechado, o Fed sinalizou que a série de aumentos nos juros norte-americanos pode estar próxima do fim. Com isso, os juros brasileiros maiores continuariam atrativos ao investidor estrangeiro, lembraram analistas.

– Hoje também deve ter tido fluxo de entrada que ajudou a derrubar mais… mas foi mais o otimismo em relação ao país, tanto que o risco Brasil caiu mais – acrescentou Ogoshi.

Nesta tarde, o risco-país, medido pelo banco JP Morgan, recuava 11 pontos, para 290 pontos-básicos sobre os Treasuries. O gerente de câmbio de um banco nacional, que não quis ser identificado, destacou que, ao redor do globo, a maioria das moedas ganhou força sobre o dólar, e o movimento se refletiu no mercado doméstico. No front externo, o dólar recuava nesta tarde em relação ao euro, ao franco-suíço e ao iene.

– É uma saída do dólar para outros investimentos. E embora o BC tenha comprado (dólar), pontualmente ontem e hoje o volume de entrada foi bem maior do que a capacidade dele de compra – disse o gerente.