BID apóia mercado de carbono brasileiro

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Publicado segunda-feira, 3 de abril de 2006 as 11:34, por: cdb

A redução da mudança  climática é uma das prioridades do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e a criação do Mercado Brasileiro de Carbono (MBRE)  é um “passo gigante à frente”, disse nesta segunda-feira, durante um seminário, Antonio Vives, Chefe do Departamento de Desenvolvimento Sustentável do BID.

– Para nós isso conjuga dois elementos sumamente importantes, já que podemos ver a venda dos créditos de carbono e sua compra pelos países mais desenvolvidos como una forma de ajuda ao desenvolvimento por parte desses países desenvolvidos. Mas não de um desenvolvimento assistencialista e sim de um desenvolvimento legítimo, no sentido de que nos permite obter recursos para poder implementar projetos capazes contribuir, sem dúvida, para o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida de nossas populações – disse Vives.

Vives participou do seminário Desenvolvendo o Mercado de Carbono e o Setor de Agroenergia, organizado no marco da reunião anual da Assembléia de Governadores do BID, que será realizada em Belo Horizonte. O objetivo do seminário foi discutir o papel da agroenergia e do mercado de carbono no desenvolvimento sustentável, bem como apresentar alguns dos  mecanismos que serão utilizados pelo Mercado Brasileiro de Carbono para promover projetos que reduzam as emissões de carbono na América Latina.

O Mercado Brasileiro de Carbono, cujo principal objetivo é criar um sistema comercial eficiente de Reduções de Emissões Certificadas (CERs, na sigla em inglês), alinhado com os princípios subjacentes ao Protocolo de Kyoto, é uma iniciativa conjunta entre a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil. Vives destacou o compromisso do Banco com essa iniciativa e  lembrou à platéia que essa reunião anual da Assembléia de Governadores do BID é a primeira reunião anual de um banco multilateral que será neutra em emissões de carbono, uma vez que o Banco comprará 11 mil Reduções Verificadas da Emissão para compensar as emissões de carbono geradas pelos participantes da Reunião Anual.