Belmondo é internado após acidente vascular cerebral na Córsega

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Publicado quarta-feira, 8 de agosto de 2001 as 22:44, por: cdb

O ator francês Jean-Paul Belmondo foi internado na noite desta quarta-feira, no hospital Saint-Joseph de Paris, em seguida a um acidente vascular cerebral, após ter sido transferido à capital francesa por um avião-ambulância que o trouxe de Bastia, na Córsega.
O estado de saúde do ator, de 68 anos, que passava férias numa cidadezinha próxima de Calvi, foi qualificado de “sério” e “estacionário” pelo hospital de Bastia, que autorizou a transferência para Paris.
O ator, cercado pela família, chegou de avião ao aeroporto de Bourget perto de Paris. Uma ambulância encarregou-se de levá-lo ao Saint-Joseph.
Jean-Paul Belmondo, também chamado de “Bébel”, é um dos atores mais populares da França. Estava na casa que alugou desde o início de agosto na cidade de Lumio.
Foi internado à tarde no hospital de Bastia, para onde foi levado de helicóptero, tendo chegado consciente, segundo informações do setor de emergência.
Um coágulo pode estar na origem deste acidente vascular cerebral
“isquêmico” (relativo a uma parada ou uma insuficiência de circulação
sangüínea) que também pode ter causado uma diminuição da função motora do lado direito. Em Lumio foi constatada a paralisia facial do lado direito.
O astro de “A bout de souffle”, O Acossado, “Pierrot le fou” e “l’Homme de Rio”, tem a seu lado a mulher Natty e o filho Paul, sendo cuidado por uma equipe médica multidisciplinar (anestesista, radiologista, neurocirurgião e cardiologista)”, informou o diretor interino do hospital, Antoine Tardi.
O ator já havia sido tratado em 1995 em Paris de uma trombose na perna. Esteve internado durante vários dias no final de 1999 em seguida a um mal-estar sentido depois de uma apresentação teatral.
Belmondo nasceu de uma família de artistas em Neuilly-sur-Seine, perto de Paris, dia 9 de abril de 1933. O pai era escultor e a mãe, artista plástica. Lançou-se numa carreira de comediante até conhecer Claude Lelouch com quem trabalhou em “l’Itinéraire d’un enfant gâté”, em 1988. Um papel que lhe valeu um César.
Nos últimos anos, vinha fazendo sucesso no teatro com “Kean” depois com “Cyrano de Bergerac”, dirigido por Robert Hossein.